Sociedade

Educação quer absorver todos os graduados

O director provincial da Educação e Cultura de Niassa, Ámado Assique,  garantiu ao nosso jornal que o sector que dirige tudo está a fazer para que maior número de graduados da primeira, sexta, oitava e décima primeira classes seja absorvido pelo Sistema Nacional de Educação (SNE)

, esclarecendo, contudo, que várias alternativas estão a ser equacionadas para que as metas planificadas sejam atingidas no presente ano lectivo, cujas cerimónias centrais de abertura, ao nível de Niassa, tiveram lugar no distrito de Ngaúma sob a presidência do governador David Ngoiane Malizane.

Assique, que não adiantou os números de alunos matriculados no presente ano, alegadamente porque os distritos ainda não enviaram os dados ao sector provincial de Estatística da DPECN, reconheceu haver problemas de procura de vagas, apontando, como solução, o recurso ao ensino técnico-profissional e vocacional (ETPV), institutos de formação de professores (IFP) e programa de ensino secundário à distância (PESD), via exames de admissão e afectação directa, respectivamente.

Dados preliminares apontam para a graduação de 18.532 alunos da 5ª classe; 11.451, da 8ª classe e 5.585, da 10ª classe. Assique afirmou ainda que a primeira classe é aquela que maior número de matriculados apresenta, totalizando 86.675 alunos, que iniciam o processo de ensino e aprendizagem. De referir que, para esta classe etária, a província de Niassa tinha previsto matricular 21.076 crianças, cifra que, entretanto, foi largamente ultrapassada.

Em relação número de escolas, o chefe da Educação ao nível da província de Niassa disse que o seu sector vai contar este ano com 64 novas escolas que juntar-se-ão às 1.350 que existiam para todos os níveis de ensino, representando um crescimento de cinco por cento em relação ao ano anterior

Um outro problema com que o sector da Educação de Niassa se debate é o da falta de professores. Este ano, por exemplo, dos 1.033 novos professores para serem contratados, a província apenas teve um cabimento orçamental para contratar 246 docentes, sendo 189 de N4 (básico), 21 de N3 (médio), 20 de N2  (bacharéis) e 16 de N1 (licenciados).

Instado a pronunciar-se sobre como a província vai suprir o défice de professores, Assique disse a primeira opção será a de contar com o que existe localmente, através dos professores que aumentaram de níveis ao longo dos anos da sua carreira, adiantando que “a Educação fez um trabalho sobre o assunto e concluiu que existem em toda a província 900 professores que terminaram os seus níveis, para além dos 718 professores de nível básico que a província graduou no ano passado dos quais apenas 189 foram contratados”.

O remanescente, de 529 professores, ainda de acordo com o director provincial da Educação de Niassa, vai ser enviado para a vizinha província da Zambézia, onde estima  haver 800 vagas por preencher.

LIVRO ESCOLAR

Em relação livro escolar, aquele dirigente deu a conhecer que a província de Niassa vai contar com 783.957 livros de distribuição gratuita, dos quais apenas 226.091 foram recebidos, estando neste momento em processo de distribuição.

“Temos informação segundo a qual o remanescente dos livros encontra-se no Porto de Nacala, devendo a qualquer momento serem descarregados na província de Niassa”, tranquilizou Assique

Entretanto, as chuvas que continuam a cair com intensidade desde os princípios de Janeiro último em toda a província de Niassa , com consequências graves para o sector da Educação, estão a perturbar o início do presente ano lectivo. Com efeito, 36 salas de aulas foram total ou parcialmente destruídas, estando neste momento a decorrer trabalhos visando proceder ao levantamento e orçamentação dos prejuízos.

Em Cuamba, onde a acção de ventos fortes se fez sentir, o Conselho Municipal local disponibilizou 200 chapas para cobrir as escolas atingidas. “Apesar dos efeitos das chuvas, a Educação, em coordenação com os governos provincial e central, está a envidar esforços no sentido de reabilitar todas as salas danificadas, criando desta forma condições para que os alunos iniciem o ano lectivo com relativa comodidade e segurança”, assegurou Assique, para quem todas as salas novas, incluindo as que já estavam a funcionar, serão equipadas com carteiras, sendo de destacar a Escola Secundária de Ngaúma, que lecciona o nível secundário pela primeira vez, à semelhança do que vai acontecer em Sanga, com a Escola Secundária de Macaloge.

TETE//abertura do ano lectivo

Matriculados cerca de 750 mil alunos

A província de Tete vai este ano lectivo contar com setecentos e quarenta e nove mil seiscentos e cinquenta e quatro alunos da 1ª a 12ª classes, segundo informou ao nosso jornal o director provincial da área Leonardo Chaipa Mouzinho.

Aquele dirigente afirmou que este universo de alunos será assistido por uma rede constituída por doze mil seiscentos e sessenta e oito docentes distribuídos por mil e cento e sessenta e nove estabelecimentos de ensino do Sistema Nacional de Educação.

Entretanto a chegada tardia do livro escolar está a preocupar autoridades do sector de Educação. “A província necessita 1 milhão, 95 mil e 326 unidades de livros desde a 1ª a 7ª classes e neste momento já se encontram nos distritos algumas quantidades de livros da 3ª, 4ª, 5ª e 7ª classes” – lamentou Chaipa.

O director provincial de Educação e Cultura em Tete disse desconhecer as razões de não distribuição dos livros da primeira e segunda classes na província, situação que vai certamente embaraçar o início das aulas sobretudo para estas duas classes iniciais.

Entretanto, segundo Leonardo Chaipa, a província nos últimos cinco anos registou um alargamento significativo da rede escolar e neste momento estão em curso  demarches na procura de parcerias para aquisição de mobiliário para apetrechar as escolas com maior destaque para carteiras por forma a evitar-se situações de alunos sentados no chão durante as aulas.

“No ano lectivo findo conseguimos equipar cerca de 35 estabelecimentos de ensino e para o presente ano o nosso plano é de conseguirmos mobilar um pouco mais de escolas”– afirmou o director Leonardo Chaipa.

A nossa fonte revelou ainda que o Governo provincial, em parceria com algumas instituições que funcionam nesta parcela do país, está paulatinamente a substituir as escolas de construção com material precário para convencionais o que esta de certa maneira irá reduzir o numero de salas de aulas de construção precária ou debaixo da sombra das árvores.

INHAMBANE//Novo ano lectivo

Criadas condições

para o arranque das aulas

* Tensão político-militar não vai afectar arranque do ano lectivo

A tensão-políto-militar não afectará o início das aulas na província de Inhambane. Aliás, as cerimónias centrais tiveram lugar em Pembe, no passado bem recebnte foco de alguma preocupação.

Para colmatar a falta de vagas na província, dez novas escolas entram em funcionamento este ano em Inhambane.Trata-se de quatro escolas de nível primário, cinco de ensino secundário e uma de ensino técnico-profissional.

São dados anunciados sexta-feira última no distrito de Homoíne, nas cerimónias do arranque do ano lectivo 2014. O porta-voz da Direcção Provincial de educação e Cultura em Inhambane disse as novas escolas contribuirão para a melhoria das condições de ensino e aprendizagem dado que, algumas crianças verão reduzidas as distâncias que percorriam para encontrar um estabelecimento de ensino sobretudo as escolas do nível secundário.

José Abrahama aclarou que todos os distritos da província têm escolas secundárias e alguns até possuem dois estabelecimentos deste nível.

O número total de estabelecimentos de ensino a funcionar em Inhambane é de 843 no presente ano lectivo (oitocentos quarenta e três), todos públicos.

O nosso entrevistado indicou que para reforçar o corpo docente, foram contratados para este ano 376 (trezentos, setenta e seis) professores de quase todos níveis.

O número acresce-se aos pouco mais de onze mil e oitocentos docentes com que o sector de educação em Inhambane funcionou durante o ano passado.

Nas cerimónias que tiveram lugar no posto administrativo de Pembe, distrito de Homoíne, sob orientação do governador de Inhambane, Agostinho Trinta, as autoridades de Educação na província assumiram estarem criadas condições para o arranque das aulas na próxima terça-feira em todas as escolas da província.

“Em todas as escolas já se encontram professores, incluindo aqui no posto administrativo de Pembe onde há dias houve agitação devido a movimentação de homens armados da Renamo, o que permite assegurar estarem criadas condições para o arranque das aulas”, referiu José Abrahama, porta-voz do sector de educação em inhambane.

Inhambane recebeu livro suficiente para diferentes subsistemas. Para a primeira e segunda classes a província recebeu 136 mil pares. Para terceira classe, os livros distribuídos pelas escolas de Inhambane são perto de 203 mil unidades. Oitenta e cinco mil e duzentos é o número de títulos para a quarta classe enquanto, para a classe seguinte (quinta), a província recebeu e distribuiu pouco mais de cento e vinte e cinco mil livros.

Por outro lado, mais de duzentos oitenta e quatro mil livros foram distribuídos pelas escolas de Inhambane para a sexta e sétima classes.

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