Opinião

As bocas que Amade Abubacar alimenta(Fim)

No dia 4 de Novembro de 2017, Abubacar Amade aceitou o meu convite para um café, no Restaurante de Ismael, em Macomia, ali, no cruzamento da estrada que vem de Mucojo, a Nacional que vai dar a todos os distritos do Norte da província e a que sobe para a vila-sede. 

Faláramos ao telefone e queria trocar impressões com quem chamava “mais velho” por aquilo que disse saber do percurso feito de irreverência profissional durante perto de 20 anos naquela província. A resposta foi que a verdade e o privilegiar do contraditório tinham sido durante esse período armas potentes, numa região teoricamente difícil.

E disse-lhe mais: que estava a regressar da aldeia Nova Zambézia, onde desde 1999 um jovem, de nome Zito Mairosse, estava a “evitar” uma bolsa de estudo dada por um governante. Que era a terceira vez que ia para ali controlar como se pode negar ir além, mesmo com condições à disposição. Viera de Maputo apenas para confirmar que ele vive, afinal, já pai de três filhos que também não os queria pôr na escola, tal como a sua esposa. Portanto, reproduzira um lar de iletrados. Nasceu uma reportagem!

A nossa conversa girou à volta da prova da verdade e que só isso dar-me-ia a coragem de falar de Zito, cuja história eu dominava. Voltar a conversar com ele não era demais e, provavelmente, teria sido essa a razão por que sabia da minha existência como jornalista ‒ falar da verdade, à luz do dia ou da noite! Leia mais…

Por Pedro Nacuo
pedro.nacuo@snoticias.co.mz

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