Sociedade

Moradores da rua passarão o dia em branco

domingofez uma ronda pela cidade de Maputo, com o objectivo de conversar com cidadãos desprovidos de um lar, onde poderiam festejar de forma condigna o Dia da Família.

Momed Ibraimo Francisco, 21 anos de idade, natural da província de Nampula, reside há quatro anos num edifício abandonado, o Prédio Azul, na baixa da cidade. Disse à nossa Reportagem que não sabe como irá passar o Natal. “Não sei se este ano aparecerão pessoas de boa-fé para nos apoiar com alguma alimentação”, referiu.

Questionado sobre aquilo que gostava de ter no dia de Natal, Momed disse que gostaria de ter uma festa com todos os outros amigos com quem passa o dia-a-dia na baixa da cidade.

Ainda no mesmo local conversamos com outro morador, que ali se refugiou há sensivelmente nove anos. Trata-se de Justino Vitorino, 25 anos, proveniente do distrito de Zavala, província de Inhambane.

Contou à nossa Reportagem que a abandonou a casa dos pais por diversos motivos, entre os quais maus-tratos protagonizados pela madrasta. Revelou que desde que saiu de casa nunca mais soube o que era festa de Natal.

Sorte diferente terá N. Cossa, 30 anos, outra cidadã que também se refugiou naquele prédio abandonado. Disse que irá passar as festas no convívio familiar no bairro de Polana Caniço “B”, arredores da cidade de Maputo.

Contou-nos que o pai a abandonou quando tinha dois anos, tendo convivido com a sua mãe até aos dezassete anos, altura em que a sua progenitora perdeu a vida. “De lá para cá, arrumei-me neste canto, e venho levando a vida com muitas dificuldades”, confessou.

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