Sociedade

Linha de Ressano reabre esta semana

A linha férrea de Ressano Garcia, que estabelece ligação entre o Porto de Maputo e África do Sul, poderá entrar em funcionamento a partir desta semana, depois de as cheias e inundações

 verificadas recentemente no país deixarem um prejuízo de mais de 22 milhões de dólares americanos para a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). As linhas ferroviárias de Limpopo e Sena, zonas sul e centro, respectivamente, já entraram em funcionamento.

 

Actualmente, decorrem obras de manutenção da ponte de Ressano Garcia e a sua reabertura está prevista para esta semana.

Com a entrada em funcionamento destas vias estão reunidas condições para o país voltar a escoar mercadorias e carga diversa dos portos de Maputo e Beira para países vizinhos como Zimbabwe, África do Sul, bem como para Europa, Ásia, entre outros.

Do valor total gasto pelos CFM, 8 milhões de dólares foram para a linha de Sena, 9.6 para Ressano Garcia e 4.8 para a linha de Limpopo.

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) dos CFM, Rosário Mualeia, falando aos directores da empresa, referiu que a instituição tem vários desafios visando garantir o escoamento dos recursos que estão sendo descobertos e explorados no país para o mercado internacional.

Trata-se da construção de uma linha férrea Moatize – Nacala-a-Velha, via Malawi, e da nova Terminal de Carvão e Cais ainda no distrito de Nacala-a-Velha. O projecto está em curso desde ano passado e o seu custo global é de 44.3 biliões de meticais.

Para a zona centro, a empresa CFM tem o projecto que visa a construção do Porto de Águas profundas de Macuse e a linha férrea que vai ligar o distrito de Moatize e Macuse.

Dados em nosso poder dão indicação de que este projecto, cuja implementação está para o presente ano, está orçado em 87 biliões de meticais.

A província de Cabo Delgado, nos últimos tempos, tem assinalado várias descobertas de recursos naturais, dentre eles o petróleo. Sendo assim, o Governo está a estudar mecanismos que permitem o seu escoamento.

Para responder à demanda, Rosário Mualeia referiu que está em prossecução naquela província o projecto de Desenvolvimento do Porto de Gás e Comercial em Palma.

Para efectivação do mesmo foi restabelecida a cooperação entre o Ministério dos Transportes e Comunicações e os CFM. No âmbito dessa parceria, atendendo ao défice da capacidade dos Portos em Cabo Delgado, as duas empresas assinaram um memorando de entendimento cujo objectivo é estabelecer as bases da definição de actividades a serem desenvolvidas, tendo em vista a implantação do projecto de desenvolvimento de infra-estruturas logísticas portuárias de apoio às operações petrolíferas em Pemba e Palma.

“À luz desse memorando, coube aos CFM a tarefa de desenvolver os serviços e as infra-estruturas ferro-portuárias e promover o desenvolvimento das actividades de transporte e operações, tendo em vista tornar os serviços ferroportuários modernos, acessíveis, eficientes, competitivos e adequados à actual demanda dos múltiplos utilizadores”, disse Mualeia para depois revelar, que o projecto, cuja conclusão está prevista para 2018, está orçado em 70 milhões de meticais.

Para a zona sul, está projectada uma construção, de raiz, de um porto de águas profundas para complementar o de Maputo, para além da construção duma linha férrea ligando Techobanine a Botswana, o qual será implantado numa área estimada em 22 mil hectares.

Este projecto vai em fases e a primeira está orçada 42 biliões de meticais.

Rosário Mualeia considera que estes projectos demandam da instituição esforços financeiros elevados com recurso a auto-financiamento e a créditos bancários, bem como a aposta em parcerias público-privado.

Entretanto, a empresa CFM conseguiu durante o ano passado um desempenho positivo nas áreas portuário, ferroviária, assim como no transporte de passageiros.

Na área portuária registou um crescimento de 32 por cento ao manusear 25.7 milhões de toneladas métricas contra 19 registadas em 2011.

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