Política

Sociedade Civil selecciona candidatos para Órgãos Eleitorais

O Observatório Eleitoral (OB) está a levar a cabo um concurso público para avaliação curricular e selecção dos candidatos a membros da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Secretariado

 Técnico da Administração Estatal (STAE). Até a semana finda haviam sido registados mais de dez pedidos de algumas individualidades que manifestaram interesse em ocupar as três vagas reservadas à Sociedade Civil na composição da CNE.

 

Apesar de o Parlamento ainda não ter dado luz verde para a apresentação de propostas de candidaturas algumas organizações da sociedade civil já se movimentam nesse sentido tendo em conta que a eleição da nova CNE está agendada para a VII sessão ordinária da Assembleia da República que arranca a 13 de Março próximo.

Segundo o Sheik Abdul Carrimo Sau, porta-voz do Observatório Eleitoral, o início antecipado da selecção dos candidatos visa dar mais tempo para análise e selecção de candidatos credíveis.

“Estamos cientes de que o órgão legislador ainda não se pronunciou sobre o assunto mas quisemos tomar a dianteira para quando chegar a vez nos encontrarem devidamente preparados, porque muitas das vezes o tempo tem sido escasso e isso acaba sendo influindo negativamente na escolha criteriosa dos candidatos, afirmou Abdul Carrimo.

Carimo acrescentou que devido ao facto de se estar a registar um elevado número de candidaturas, das quais parte significativa é dos actuais membros da CNE, o Observatório decidiu que as entrevistas públicas destes vão iniciar no dia 10 de Março próximo, para permitir que se apurem pessoas idóneas e de reconhecido mérito.  

Sabe-se que o júri para a escolha das individualidades habilitadas será constituído por líderes religiosos, académicos e outras pessoas influentes na sociedade que na presença do público interessado irão efectuar perguntas aos candidatos.

No que diz respeito aos critérios para a apresentação das candidaturas o Sheik apontou entre outros, os seguintes: não ser membro ou militante activo num partido político, não ter representado partidos políticos no mandato anterior, não desempenhar algum cargo de relevo nos partidos, ter conhecimento da legislação pertinente e sobretudo a candidatura ser suportada por uma agremiação da sociedade civil.

Sublinhou que para que seja um processo limpo foram constituídas várias equipas supervisionadas por coordenadores de nível provincial e distrital que irão liderar o processo da escolha das pessoas a este nível.

“Estes têm a missão de verem quem são as pessoas que podem ocupar os cargos a nível provincial e distrital, pessoas essas que também irão passar por entrevistas públicas para explicarem o que lhes move para concorrerem para aqueles cargos”, disse Abdul Carrimo .

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