Opinião

O nosso ideal não está em causa

Cada democracia tem a sua realidade, actores políticos próprios, além de uma realidade sociológica, económica e cultural diversa.

O que nos torna diferentes dos adversários políticos, é  patriotismo, e um passado de luta de libertação nacional, o que é o mesmo que afirmar que colocamos todo o nosso saber, inteligência, incluindo a visão política, ao serviço da pátria.

O patriotismo é um sentimento que se vive e manifesta  no momento certo e na hora exacta.Edificamos um estado de direito respeitável e uma sociedade democrática, com o consequente pluralismo de opinião e de informação.Não desejamos protagonismo, por esse pertencer a esse  povo, muitas vezes cidadão anómino.E isto porque o povo quando coloca o seu voto assume-se como principal manifesto político, e nenhum político pode substuir-se aos ditâmes  plasmados na Constituição da República.

O respeito pelo resultado eleitoral determina o grau de comprometimento com a democracia, ora quando um político entende poder colocar-se  acima do manifesto popular,e por cinco vezes, é porque perdeu a noção da sua idiotice, tendo colocado a desonestidade politica acima de qualquer razão.Dizer que não ser tribalista não basta, por a negação não eliminar o efeito do discurso narrativo.Ponha mas é o dedo na consciência!Assim como derrotamos  colonialismo como seu racismo marcante e ajudamos a derrubar o apartheid,  iremos derrotar o tribalismo e os seus agentes.

O realismo político,ou seja a busca de resultados a qualquer preço é incompatível com a democracia,e  numa sociedade onde a tradição democrática resta por consolidar, é susceptível  de gerar  um grau de cepticismo prejudicial, e motivar um clima de abstenção em período eleitoral, assim como adensar a desconfiança em relação à classe política.Dlhakama não nos vai vencer pelo medo, por não termos medo dele.

  O patriotismo, a firmeza das nossa convicções fazem a diferença entre nós, e principal adversário político.Temos um partido Frelimo com enorme experiência governativa, com o executivo actual legitimado pelo escrutínio eleitoral a governar há mais de 7 meses, e com bons resultados.A política vive de legitimidade, não podendo dispensar o consenso ou buscas dela.As bizarrices inusitas e as convições equivocadas  do lider da Renamo, ameaçam a sustentabilidade  política e o desenvolvimento,apenas servindo de arma de arremesso a políticos inescrupulosos, agindo de má fé.Não se pode ser um político genuino, servindo de testa de ferro, de interesses de grupos económicos estrangeiros, motivados de interesses  políticos e económicos sombrios, contrários à do povo e governo de Moçambique.É falta de moral e ética na política.Apenas Maquiavel era capaz de prometer o céu quando se tem uma versão, e visão do inferno no pensamento.Refiro-me aos mesmo que um dia ousaram  matar Deus, e não o querem ressuscitado, muito menos em Africa.

Temos fraquezas, próprias num continente que viveu amordaçado durante 500 anos, enquanto as elites europeias, enriqueciam e aburguesavam  à sua custa.Muita gente a viver no limiar da pobreza absoluta, alguns a consumir de raízes de mandioca, e outras raizes pela selva fora, por não gostar de trabalhar.Essas pessoas em vez da enxada prefere carregar uma arma, para caçar passarinhos. A pobreza é o principal adversário dos moçambicanos, e a Renamo deve escolher, se quer ser parte da pobreza,ou um parceiro político comprometido com a democracia.

É que em Moçambique são ainda pouquíssimos  os nacionais a receber um subsídio social básico, tendo sido criado também o Fundo da Paz e Reconciliação Nacional. Relativamente ao subsídio básico, o número de beneficiários houve um aumento, passando dos 183 mil agregados familiares em 2008, para 427 mil em 2014, refere um relatório das Nações Unidas.A avaliação feita da ONU refere que em 2014, Moçambique canalizou apenas 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB) para a protecção social básica, salientando que a taxa de pobreza absoluta no país estagnou nos 54,7%. O valor máximo do subsídio social básico em Moçambique era 17 dólares (15 euros) e o mínimo 8,6 dólares (7,5 euros), em 2014.

Por tudo isto apoiamos os esforços  da paz, encetados do presidente Nyusi, no diálogo com todos os parceiros políticos, para que uma paz duradoira seja uma certeza,mas sem  cedências de espécie alguma, e sem colocar em risco o mais precioso galardão de identidade como povo e Nação,que nos trouxe a ribalta da comunidade internacional, a soberania e a unidade nacional.Continuamos firmes  no apoio ás FDS,  guiados pelo ideal de Eduardo Mondlane, Joaquim Chissano,Armando Guebuza e Filipe Nyusi, e continuaremos a agir em defesa dos ditâmes fundamentais e nobres da Constituição da República de Moçambique

 OGoverno vai continuar a dialogar com a Renamo para a preservação da paz, e para que esta força política possa entregar a lista dos seus homens, e as respectivas armas.Conforme enfatizou num comício recente o primeiro ministro  Carlos Agostnho do Rosário “Uns serão integrados na Polícia e outros nas Forças Armadas, mas este trabalho está a ser difícil. Nós queremos paz, paz, paz, porque sem paz não há riqueza, não há desenvolvimento.A guerra não é boa, traz destruição e sofrimento. Não queremos ter dificuldades de nos movimentarmos no nosso país”, disse.

  Unidade Nacional, Paz e Progresso

Inácio Natividade

PS. Como autor do texto reservo-me no direito de não permitir que o texto seja reproduzido na rede social, na ferramenta de busca google por qualquer blog que nao seja o jornal domingo.

IN.

 

 

 

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