Opinião

MARIDO E MULHER E NÃO ESPOSO E ESPOSA, ASSIM É QUE SE FALA O PORTUGUÊS!

 Por hoje ser Domingo da Ressurreição de Jesus o Príncipe da Paz, evento mais digno de ser comemorado pelos Cristãos, e não só, (leia-se o 1Corintios 15), aproveito a ocasião para desejar a todos os homens e mulheres de Boa vontade, PAZ nos Lares. Como diria o Padre Brasileiro Zezinho:

«…lares onde os pais se amam e os filhos ainda vivem como irmãos e venha quem vier encontra abrigo e todos tenham direito ao mesmo pão onde todos são por um e um por todos, onde a PAZ criou raízes e floriu, lares assim felizes… (e acrescentamos nós), seja o sonho das famílias Moçambicanas…”. Amem! Nestes últimos dias, com o «boommm!» das tecnologias de comunicação e informação, preocupa-nos muito sinceramente a forma como alguns desses órgãos da Comunicação Social têm vindo a empanturrar-nos com programas, alguns de baixíssima qualidade, por não contribuírem para a concórdia senão desonrar impávida e serenamente o bom nome, a reputação, a defesa de imagem pública e a reserva da vida privada das pessoas, Direitos salvaguardados pelo Artigo 41 da Constituição da República em vigor desde 2004. Lançando um olhar pelas diversas Televisões, que de noite para o dia, brotam como rebentos de cogumelos e cada uma delas apostada em apresentar-nos Comentaristas, quais deles alguns sem nenhum zêlo nem escrúpulo, diga-se em abono de verdade, aproveitam os ecrãs para expelir e espalhar aos quatro ventos os seus deturpados e peçonhentos pontos de vistas. Seja-nos permitido apresentarmos como um simples mas convincente e triste exemplo do que é absolutamente mau e urgentemente necessária a sua expurgação. Durante os dias 12 e 13 do corrente mês de Abril, entre as vinte e uma e vinte e duas horas, a TV «TOP», apresentou um Programa com o nome pomposo de: «O QUE ESTÁ EM JOGO», sendo apresentador do mesmo um jovem de nome qualquer coisa como Ildo Alfredo Sitoe. Os Comentaristas são três representantes dos três Partidos com assento no Parlamento Moçambicano. A dada altura, o jovem descontrola-se e, distraído, permite que os Comentaristas aproveitem o espaço para enveredar pelo caminho de baixaria, insultando recorrendo aos mais desprezíveis e torpes termos numa linguagem tão rudimentar e baixa que nem os trabalhadores do Xibalo usavam para insultar os seus algozes. Para o mal dos nossos pecados, alguns dos Comentaristas, ostentam certificados de respeitáveis Capelães e Assistentes Espirituais que juraram perante Deus «não andarem no conselho dos ímpios, nem se deterem no caminho dos pecadores, nem se assentarem-se na roda dos escarnecedores». Alguns ainda, ocupam altos cargos nos Órgãos do Estado o que lhes conferiria maior responsabilidade no seu comportamento. Simplesmente muito triste e bastante lamentável. O Povo Moçambicano não merece uma exposição daquele jaez. E ainda dizem que é democracia!? Mudando de assunto e justificando a frase que serve de título, a mesma vem a propósito de um outro programa da Rádio Moçambique (RM), que vezes sem observamos aqui nesta página e que vai ao ar todos os sábados das seis às oito com o título algo como «Nova Vida Novo Lar», e um subtítulo «Hora dos Nubentes», menos coisa mais coisa. Nunca ficamos esclarecidos duma vez por todas sobre os objectivos e/ou desse programa. Contudo, para um ouvinte atento, pode tirar muitas inferências seja pelas evasivas dos entrevistados às perguntas muitas delas sem graça, seja pela leviandade dos Entrevistadores. Apenas um exemplo. Há uns quinze dias atrás, um dos entrevistados chamou a sua noiva de Esposa e logo a entrevistadora empertigou-se e fez uma «correcção esclarecida: ainda não é sua Esposa!?». Acontece que, o entrevistado estava mais que certo ao chamar a sua futura mulher de ESPOSA, pois todos os nubentes, portanto os noivos ou namorados, são esposo e esposa antes do matrimónio naturalmente. Pelo menos assim manda a tradição da cultura portuguesa. É que o Português, ou se quisermos a Língua Portuguesa eleita desde o tempo da Luta Armada de Libertação Nacional como veículo de comunicação oficial entre Moçambicanos, não é, infelizmente pêra doce e nem ninguém pode gabar-se de ser dono(a) do seu domínio. Que o digam os que a ministram nas instituições vocacionadas! Temos por exemplo na TVM um belíssimo programa de ensino de matemática e física, digníssimo de encómios, pois nota-se que as pessoas que ministram têm o devido arcaboiço. Àcerca do assunto, oiçamos um episódio que se passou com uma Juíza, Casamenteira: «Logo depois do casamento, o Meu, todo partilhado, cheio de orgulho, ao encontrar um amigo, apresentou-me: "Esta é minha esposa", tive que contar até dez para não ser mal-educada e retrucar:" Sonhei tanto em casar, fui tanto tempo esposa, agora sou mulher." Assim que ficamos só nós dois solicitei ao meu Amado que nunca me apresentasse mais assim. Esposa e esposo, não é sinónimo de marido e mulher e sim de noivos. Tanto que na hora em que nós, Juízes de paz, declaramos os nubentes casados, somos obrigados a repetir o que está escrito no código civil EXATAMENTE ASSIM: " De acordo com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim, de vos receberdes por MARIDO E MULHER... Sendo assim não chame a seu marido de esposo, fica parecendo que não houve noite de núpcias. POR FAVOR ESPALHE AOS  QUATRO VENTOS.» Portanto, não é correcto pessoas já casadas chamarem-se Esposo e Esposa. O correcto é:  Marido e Mulher.! Porque o Casamento, também conhecido por matrimónio ou festa de núpcias é o acto de casar, união legítima entre homem e mulher, sublinhe-se As palavras Esposo e Esposa vêm dotermo Esponsais, do latim sponsalia,  sponsalium, promessa solene do futuro matrimónio. Entre nós seria aquilo a que chamamos «apresentação ou pedido» que culmina com lowolo ou agradecimento conforme o costume de cada quais. Esponsais entre os Romanos, precediam de poucos dias o casamento; escreviam-se as convenções matrimoniais num registo público, e selavam-na ambas as partes com o seu anel: o homem dava como sinal à mulher um anel de ferro, sem pedra preciosa, chamado pronubium. A partir dessa cerimónia, os candidatos a casamento passavam a tratar-se por Esposo e Esposa até a altura do CASAMENTO. Por fim, recomendamos para mais informações sobre o assunto a leitura do livro do escritor Português Júlio Diniz: “As Pupilas do Senhor Reitor”. Nunca é tarde para aprendermos. Querer é poder! Assim se fala o Português!

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