Opinião

COMENTANDO UMA DAS CARTAS DE AMOR DE BEULA LA MAHALA À SUA AMANTE JUDITE

“Todos os teus amantes se esqueceram de ti, já não perguntam por ti; porque te feri com ferida de inimigo e com castigo de cruel, por causa da grandeza da tua maldade e da multidão dos teus pecados” Jr 30:14

Completaram-se no passado dia 13 do corrente mês, 118 anos que o Imperador de Gaza e seu séquito desembarcavam em Lisboa deportados de Moçambique entulhados no porão dum navio sujo e mal cheiroso e eram exibidos como se de animais da última espécie imunda se tratassem. Eis que, passado todo este tempo, um dos netos dum dos espectadores presentes naquela triste e deprimente exibição, pretende perpectuar a humilhação, farronqueando bravatas. Para o benefício dos mais novos e dos adultos que por uma ou outra razão não tiveram a desdita de lidar ou ser roçados e marcados pelo cumprido e espesso bigode do famigerado troglodita descendente de energúmenos colonos de seu nome gentílico Beula la Mahala, logo depois do seu desembarque, e, de posse de nacionalidade moçambicana obtida através da porta de cavalo, em pouco tempo tornou-se copista e cronista-mor, e censor de tudo o que se escrevia logo após à nossa independência nacional, só afastado pelo fatídico Acidente de Mbuzine, tendo ficado mais conhecido pelo seu nome de português de rija têmpera de Machado da Graça. De estatura insignificante e indumentária a Fidalgo da Casa Mourisca, “sakudu” com poucos haveres nas costas,Beula la Mahala, aterrissou no Aeroporto Internacional de Mavalane – Zona Liberta da Humanidade, praticamente com uma mão atrás e outra a frente como bem sói dizer-se, proveniente das profundezas das antas ou dólmenes sertorianas da Lísbia, (Lisboa), misturando-se com os Libertadores que regressavam à Pátria depois da epopéica década de Luta pela Libertação Nacional do jugo dos pais, avôs e bisavôs do Beula la Mahala, confundindo muita gente que chegou a pensar que ele era um deles.De imediato, revelou-se um exímio xereteiro, abocanhando, por virtude da sua hábil capacidade de adular, tudo quanto fosse meio de comunicação social de então, (jornais e rádios) aparecendo e ofuscando profissionais Moçambicanos de reconhecido mérito, dessa época, casos de Jornalistas e Escritores como, Albino Magaia, Rui Nogar, Aerosa Pena, Orlando Mendes, João de Sousa, Faife, Willy Wadingto e muitos outros e, em pouco tempo o nome de Beula la Mahala, (Machado da Graça), aparecia e inundava com gatafunhices da sua lavra no Jornal Noticias e Revista Tempo, “Diário de Moçambique”, Media Fax, Rádio Moçambique, e pretendia impor regras na recém criada Associação de Escritores Moçambicanos (AEMO) e no Teatro onde surgia como Encenador, Dramaturgo e Actor. Enfim, Beula la Mahala metia bedelho, (alias o bigode), em tudo. Mercê à sua astúcia, paulatinamente foi ludibriando o Partido e o Estado, sobretudo pela forma peculiar como dava “Vivas à FRELIMO” gritando naquela voz de barítono estridente. Enquanto o Povinho levantava apenas o punho da mão direita o ilustre infiltrado gritava “Vivas”, particularmente de forma muito especial. Para demonstrar e convencer a todo o mundo que ele era o mais revolucionário de todos, erguia ao mesmo tempo o pescoço, os dois braços e as duas pernas, algumas vezes até rasgar a costura dos sovacos da camisa, como ele próprio mais tarde escreveria que gritava, “ATÉ FICAR ROUCO!” Ele, como todos os do seu génio, racista inveterado e fingido, convenceu-se que nunca poderia existir “um preto” que escrevesse melhor do que ele em todo o território nacional! A sua língua não se desgrudava de salivar as botas do Presidente, pretendendo convence-lo de que os seus pareceres e as suas propostas de discursos eram vinculativos. Do peito passando pelo umbigo e caindo no ânus, tinha tatuado a palavra FRELIMO, e,ele fazia questão de que todos soubessem que ele estaria eternamente comprometido com a FRELIMO até que a morte os separasse. Em tudo quanto Beula la Mahala, escrevia, citava o Presidente Samora duma forma tão exagerada, bajuladora e ridícula!A sua estrela estava ao de cima. Fazia da imprensa e na imprensa sua propriedade, publicando tudo quanto quisesse, eliminando e afastando para o caixote de lixo todos os escritos dos que ousassem defrontá-lo, ao ponto de plagiar o Livro do Escritor Angolano Manuel Mendes com o Titulo “Kurika, o Cão como Nós”, ao publicar um Panfleto de tipo banda desenhada com o título “Kurika”, ostentando como mascote uma espécie de um cão com cara de leão! Indiscutivelmente Beula la Mahala, podia se afirmar com orgulho que tinha conquistado o chamado “4º. Poder”. Só que, como diz uma expressão idiomática da sua (dele) terra, a um ser ingrato e desprezível como Beula la Mahala, chamam-no de “Peixe podre sal não cura”. Descoberta a sua careca, a partir da segunda República, Beula la Mahala, foi sendo literalmente “encostado” no tal caixote onde ele mandava os outros e jamais conseguiu validar e implantar as suas “xeretices”. Nenhum convite nem para a Praça dos Heróis, muito menos para o Palácio da Ponta vermelha outrora suas “Praias”. Vai daí, virar todas as suas baterias contra o Partido, contra o Governo e contra tudo que se lhe apresente com características de simpatizante com aqueles órgãos. O primeiro sinal de descontente inconformado veio com a publicação duma série de artigos marcadamente reaccionários compilados no tal grande Panfleto chamado “ATÉ FICAR ROUCO”, onde se podem ler textos como por exemplo, “De carros novos”, no qual criticava os Administradores do Banco de Moçambique, propondo que ao invés de se transportarem em carros como BMW, deviam andar deMITSUBISHI ou mesmo de Burro! Hipócrita e desleal! Mas, o mais repugnante e maior sinal de baixeza de carácter de Beula la Mahala, são as cartas que ele alegadamente vem trocando com uma tal da sua fictícia amante Judite. Numa delas, a dado passo informa à sua meretriz que: “…, Escrevo-te hoje para te falar do que penso que aconteceu na recente sessão do Comité Central do partido Frelimo. Desde o Congresso de Pemba a maioria dos críticos do guebuzismo foram afastados do Comité Central e substituídos por gente próxima da actual direcção. Gente que vota como lhe mandam votar, sem pensar muito no assunto. (…). Um beijo para ti do Machado da Graça (Beula la Mahala digo eu).” Ora este Português que em nada contribuiu vez alguma para o benefício deste Povo sofrido e antes pelo contrário e por ser politicamente inaceitável a sua permanência entre nós, dadas as circunstâncias, e, por não ser cá bem-vindo, devia ser considerado, “Persona non grata”. Em Coimbra onde dizem estar agora a viver deve estar a lembrar-se do que Júlio Diniz terá dito, através duma das suas personalidades em, Os Fidalgos da Casa Mourisca:Fui, e foi o princípio da minha felicidade. A terra era abençoada! e depois, alli nada faltava para a fazer produzir”. Que tal!?

 

 

 

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