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Melhorado acesso ao Memorial às vítimas do “Apartheid”

Terminam esta semana as obras de reabilitação da avenida Milagre Mabote, no Município da Matola, que liga o centro da cidade ao memorial às vítimas de ataques do antigo regime do “Apartheid”, da África do Sul.

A intervenção em curso está a cargo da empresa JJR Moçambique e consiste na resselagem do troço de três quilómetros e respectiva sinalização.

A via, para além de facilitar o acesso àquele monumento, servirá de alternativa para a saída da baixa da Cidade da Matola para outros pontos, considerando o elevado tráfego que se regista no centro daquela urbe.

A construção do memorial já foi concluída, faltando a inauguração oficial, a qual, deverá contar com a presença de dirigentes da África do Sul e Moçambique, para além doutros países da região da SADC.

O local tem merecido visitas de vários cidadãos nacionais e estrangeiros, que reclamam o difícil acesso àquela zona devido à degradação das vias circundantes.

Foi neste contexto que o Município da Matola decidiu intervir nas vias de acesso ao monumento, tendo iniciado com a avenida Milagre Mabote, para futuramente reabilitar outras.

O presidente do Município da Matola, Calisto Cossa, disse ao domingo que enquanto não for possível reabilitar todas vias que cruzam o monumento, os visitantes poderão utilizar a avenida Milagre Mabote.

– A nossa preocupação era garantir que as pessoas chegassem ao monumento sem dificuldades. Isso já é possível, agora estamos a equacionar outras intervenções, porque são vários caminhos até aquele local,anotou.

O MEMORIAL

O monumento às vítimas do regime do “Apartheid” é basicamente constituído por doze pilares revestidos de material metálico, com indicações dos nomes dos perecidos nos ataques.

A dúzia de pilares transmite o número de países atacados pelo regime do “Apartheid”, por conseguinte, em cada pilar será hasteada a bandeira de cada nação agredida.

O monumento foi erguido na Cidade da Matola justamente porque aquele município sofreu vários ataques, porquanto albergava líderes opositores ao regime racista, maioritariamente filiados ao ANC. 

Para além do monumento referenciado, foi construído um centro de interpretação, lugar destinado para guardar e transmitir a história de libertação do povo sul-africano, em particular, e de África, no geral.

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