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Guebuza desafia autoridades a redobrar esforços contra acidentes

O Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, convidou as autoridades competentes como o Ministério do Interior e seus parceiros, nomeadamente, o Instituto

Nacional de Transporte Terrestre, as escolas de condução, entre outros, a redobrar esforços no sentido de conter a sinistralidade que se verifica nas estradas do país. O apelo surge numa altura em que a quadra festiva está à espreita, altura em que se registam, geralmente, os grandes acidentes, devido à maior circulação de pessoas e bens nos diferentes pontos do país.

O Chefe do Estado deu as recomendações durante abertura do 22º Conselho Coordenador do Ministério do Interior que foi realizado na última quinta-feira em Michafutene, distrito de Marracuene, cujo lema foi “Ministério do Interior: aprimorando a capacidade de liderança nas suas diferentes áreas para melhorar o seu desempenho”.

Na cerimónia, o Presidente da República disse que “devemos ser capaz de aprofundar com maior subtileza, as causas de cada acidente, e dos resultados da perícia e da investigação tirar lições para a acção. Muitas preciosas vidas se perdem em Moçambique. Só nos últimos nove meses, deste ano, foram registados 2345 acidentes de viação que resultaram em 1177 óbitos, 1592 feridos graves e 2134 feridos ligeiros. Não estão aqui indicados os danos materiais, que são necessariamente avultados, e sobretudo os traumas que estes acidentes causaram às suas vítimas e o luto e a dor que transportaram para muitas famílias moçambicanas” explicou.

Falando sobre as festividades que se avizinham o Chefe do Estado fez lembrar que nos próximos dias o país poderá receber várias famílias de entre elas nacionais e estrangeiras que pretendam passar o momento nos diferentes pontos do país. Este facto traz consigo responsabilidades acrescidas ao Ministério do Interior que, em colaboração com outras instituições do nosso Estado, deve garantir a segurança e tranquilidade necessárias para os cidadãos.

“Esta segurança e tranquilidade devem ser garantidas sem descurar a hospitalidade, a cortesia e o profissionalismo que caracteriza os agentes da Polícia da República de Moçambique no contacto com os cidadãos, nacionais e estrangeiros. Também nos preocupa a extorsão e outros ilícitos que mancham o bom-nome da Polícia e o desempenho irrepreensível da maioria dos quadros do Ministério do Interior. Queremos, próximo ano ouvir um relatório que reporta melhorias quer na sinistralidade rodoviária quer na corrupção no seio da nossa Polícia” referiu.

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