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Aberto Cemitério de Michafutene

O novo cemitério, que passará a servir conjuntamente a cidade e província de Maputo, localizado em Michafutene, distrito de Marracuene, foi, na sexta-feira passada, formalmente 

aberto para acolher cerimónias fúnebres, transformando-se no lugar santo que há muito tempo se ansiava.

Localizado a sensivelmente 20 quilómetros da cidade capital, o novo lugar santo para a realização de funerais vai de certo modo aliviar a pressão que até aqui recai sobre o Cemitério de Lhanguene, que já não tem espaço.

Tratou-se de uma abertura parcial, uma vez durante o seu funcionamento irão decorrer as obras com vista à conclusão do empreendimento.

Nesta fase de arranque, o Cemitério de Michafutene, com uma área de 50 hectares,  tem disponíveis 17 talhões para a inumação de pessoas que professam a religião cristã e seis para a comunidade muçulmana.

Conforme explicou o director municipal de Salubridade e Cemitérios, João Mucavele, a abertura do novo cemitério surge da necessidade de estarem criadas condições mínimas para a realização de funerais, como são os casos de arruamentos pavimentados, assim como a instalação de capelas, de rede eléctrica e de abastecimento de água.

Para assinalar a abertura do novo lugar santo, foi realizado um culto religioso proferido por diversas confissões religiosas, num acto que contou com personalidades da cidade e província de Maputo.

Tal como defenderam os representantes das confissões religiosas, é necessário  tratar o espaço como um lugar sagrado, em respeito e memória dos que ali repousarão para a eternidade.

Apelaram às estruturas do distrito e do Município de Maputo para a necessidade de se exercer uma melhor gestão do novo cemitério, para que não aconteça uma série de problemas e desrespeito como sucede no “Lhanguene”.

A este respeito, Mucavele assegurou que a edilidade tem desenhado um plano de gestão do Cemitério de Michafunete, o qual fará com que seja completamente diferente do que sucede no “Lhanguene”.

Principal novidade no que à gestão do novo cemitério diz respeito, prende-se com o facto de que não serão estabelecidas zonas, tomando-se como base as classes sociais.

Como forma de desincentivar ocupações definitivas de espaços, foi estabelecido que, após cinco anos, serão agravadas de forma significativa as taxas de ocupação no novo cemitério.

A administradora distrital de Marracuene, Maria Vicente, exortou para a necessidade de criação de mecanismos que permitam uma gestão eficiente do novo cemitério.

Prevê-se que seja instalada uma morgue com a capacidade de conservação de 75 corpos e um serviço de medicina legal adstrito, além de sanitários e um crematório, dado que se pretende abolir as valas comuns no Cemitério de Michafutene.

Serão instalados no novo cemitério diversos serviços, com destaque para uma zona de espera enquanto não decorre o funeral, cadeiras, um bebedor de água e caixotes de lixo. Em termos de decoração, serão colocadas plantas de sombra, flores e relva nos espaçamentos interiores, sistema de rega e um lugar para a venda de flores.

Equipes específicas deverão ser criadas para o tratamento da decoração e para assegurar todos os serviços que irão funcionar no cemitério, incluindo para a fiscalização da observância das normas a vigorar no local.

Conforme soubemos, pretende-se que os habitantes dos bairros circunvizinhos, como são os casos de “Agostinho Neto” e “Magoanine”, gozem de uma certa prioridade na realização de grande parte dos serviços de manutenção e de negócio a serem fixados no cemitério.

Com a instalação daqueles serviços, os corpos de pessoas que perdem a vida poderão ser levados directamente para o cemitério, sem precisar de recorrer às principais unidades hospitalares ou alguns serviços respeitantes que operam no centro da capital.

Quanto ao tipo de campas, pretende-se que sejam diferentes das tradicionais, pois o projecto prevê que seja plana em toda a sua extensão, identificada apenas por via de uma lápide pequena de betão e não por meio de uma chapa como tem sido habitual. Caso os familiares do ente querido queiram colocar outro tipo de escritas, poderão recorrer a uma placa de mármore, cujas dimensões deverão ser inferiores ao da lápide de betão.

De acordo com João Mucavele, para o arranque do processo de inumações já existe tinta, 30 pás, 20 pares de corda, 13 carretas, 10 picaretas, uniforme e material de protecção para as três dezenas de coveiros que ali serão afectos. No global, serão alocados 60 funcionários, entre pessoal de limpeza, ajardinamento, coveiros e de serviços administrativos.

Fruto de todo aquele movimento, a associação das agências funerárias colocou já à disposição da edilidade um conjunto de 13 carretas destinadas ao transporte das urnas no acto dos funerais.

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