Nacional

46 anos de conquistas e problemas

A cidade de Chimoio, capital da provincial de Manica, esteve em festa, na passada sexta-feira (17), em comemoração de mais um aniversário da sua elevação à categoria de cidade. Com efeito foi a 17 de Julho de 1969, portanto há 46 anos, que a então colónia portuguesa deixou de ser Vila Pery e passou a se chamar cidade de Chimoio, o que na língua local (Chiute) significa coração pequeno.

Com um universo de 304 mil habitantes, Chimoio avançou significativamente nos últimos anos. As vias públicas foram electrificadas, novas escolas, unidades sanitárias, estabelecimentos comerciais e outros bens públicos e privados importantes para a vida dos munícipes foram erguidos e aumentou o perímetro da cidade.

Nos últimos doze meses, o município procedeu à entrega de dez novas fontes de abastecimento de água. O processo de reordenamento territorial, que vai tornar os bairros devidamente organizados, está igualmente em curso.

A edilidade asfaltou, também, perto de cinco quilómetros da estrada que liga o centro da cidade à alguns bairros periféricos. Noutros decorre o processo de terraplanagem.

NEM TUDO

SÃO ROSAS

Entretanto, ainda persistem alguns problemas naquela edilidade, tais como a progressiva degradação das vias de acesso, erosão, construções desordenadas, lixo e expansão de alguns serviços básicos o que faz com Chimoio continue longe de resgatar o estatuto de cidade mais limpa do país, tal como foi no passado.

No que toca a estradas, as ruas Patrice Lumumba, Américo Boavida, cidade de Lichinga, Báruè, Zâmbia e 16 de Junho são as mais destruídas, necessitando duma intervenção urgente. Na zona do terminal de transporte de passageiros, no mercado Central Josina Machel, mal se vê o asfalto.

O problema afecta igualmente os bairros suburbanos. Muitos não têm vias de acesso em condições. Nos bairros Chinfura, 25 de Junho, Cinco, Nhamatsane, 16 de Junho, Mudzingadze e Nhamadjessa, por exemplo, as vias transitáveis contam-se aos dedos, o que obriga muitos automobilistas a deixarem as suas viaturas bem distantes das respectivas residências mesmo tendo garagem.

Pedimos paciência dos munícipes

– Raul Conde, presidente do Conselho Municipal de Chimoio

O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Chimoio, Raul Conde, reconhece o estado crítico em que se encontram as principais rodovias da cidade, mas sustenta que tudo deveu-se as enxurradas que assolaram a cidade e a província nos meses passados.

Presentemente estão em reposição as ruas Josina Machel e a do Hospital”, disse Conde, tendo acrescentado que terminada aquela fase a edilidade vai atacar a Avenida do Trabalho, também ela degradada,por ser a via mais usada pelos transportadores semicolectivos de passageiros.

Raul Conde afirmou que foi concluída a asfaltagem do prolongamento da Avenida 25 de Setembro, que parte do Prédio Manuel Nunes até a zona da Mecanagro, num troço de 2.5 quilómetros.

Estas actividades estão a ser financiadas pelo governo, Banco Mundial e parceiros num valor estimado em mais de 30 milhões de meticais”, disse.

Sobre a presença de vendedores nos passeios, o edil disse que tal prática pode ser vista em qualquer parte do mundo. “A diferença é que nesses países é feita de maneira mais organizada.

“O que deve ser feito na nossa cidade é educar esses vendedores a serem mais ordeiros para que não coloque em causa a postura da própria cidade. Estamos empenhados na conclusão de algumas obras que estão em curso nos mercados Francisco Manyanga, Zagarto, 38 milímetros, Catanga, e outras zonas periféricas. A ideia é disponibilizar esses lugares para os vendedores ambulantes. Acredito que teremos problemas de percepção da nossa atitude. Espero que sejamos compreendidos pelos próprios vendedores. Numa primeira fase será a sensibilização pacífica. Em caso de resistência serão tomadas medidas coercivas, porque o que nos importa é fazer cumprir a lei e tornar a cidade limpa e bela”, diz Conde.

Num outro desenvolvimento, o edil de Chimoio explicou que o problema de lixo também é uma das prioridades do município. Actualmente a edilidade tem apenas dois camiões para recolher cerca de cem contentores.

Nos próximos dias vamos receber mais dois camiões”, disse Conde, tendo se mostrado bastante optimista quanto ao serviço que brevemente poderão ser prestados à população, atendendo que cada viatura tem capacidade para transportar em média 30 contentores por dia.

Domingos Boaventura

mingoboav@yahoo.com  

Fotos de Jerónimo Muianga

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos Relacionados

Botão Voltar ao Topo