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Vamos todos votar!

Hoje termina a campanha eleitoral que durante 45 dias envolveu 30 formações políticas concorrentes às eleições legislativas e provinciais e três candidatos presidências. A mesma arrancou a 30 de Agosto último.

Próxima quarta-feira, dia 15 de Outubro, mais de dez milhões de eleitores no país e na diáspora (África e Europa) vão votar para se eleger o novo Presidente da República, 250 deputados da Assembleia da República e 811 membros das assembleias provinciais.

Os órgãos eleitorais, na voz do Director Geral do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), Felisberto Naife, em entrevista ao jornal domingo,apelam à participação massiva dos eleitores nesta votação. Por isso, vamos todos votar!

Recorde-se que as últimas eleições presidenciais, legislativas e provinciais aconteceram em 2009 e foram ganhas pela Frelimo e seu candidato. Na eleição presidencial, Armando Guebuza conseguiu amealhar dois milhões e 974.627 votos, de um total de três milhões e 922.178 validamente expressos, o correspondente a 75.46 porcento do total nacional, confirmando assim a vitória para a sua própria sucessão na chefia do Estado, cargo para o qual foi eleito pela primeira vez em 2004.

Nessas eleições, pela quarta vez consecutiva, Afonso Dhlakama, líder da Renamo, ficou em segundo lugar com 650.679 votos, ou seja, 16.51 porcento dos votos considerados válidos e, Daviz Simango, que concorria pela primeira vez, obteve 340.579 votos, o correspondente a 8.64 porcento.

Na eleição presidencial votaram quatro milhões e 406.093 eleitores, que representaram 44.63 porcento do universo de 9.8 milhões de eleitores inscritos. Destes votos, três milhões e 942.178 foram considerados validamente expressos, representando 89.47 porcento e 199.260 votos foram tidos como nulos, e representam 4.52 porcento em relação ao número de votantes.

No que diz respeito às eleições legislativas, onde votaram quatro milhões e 387.250 eleitores, correspondentes a 44.44 porcento do número de eleitores inscritos, a Frelimo amealhou dois milhões e 907.335 votos, o correspondente a 75.06 porcento dos votantes. A Renamo, mais uma vez, posicionou-se na segunda posição, com 688.782 votos, o correspondente a 17.78 porcento; o MDM em terceiro com 152.836 votos, o equivalente a 3.95 porcento.

Assim, apenas três formações políticas conseguiram eleger deputados: a Frelimo arrecadou 191 dos 250 assentos da Assembleia da República, enquanto a Renamo ficou com 51 e o MDM com oito.

Na distribuição de mandatos para a Assembleia da República por província, no Niassa, dos 14 mandatos em disputa a Frelimo ficou com 12 e a Renamo com dois; em Cabo Delgado a Frelimo conseguiu 19 dos 22 mandatos e a Renamo três; em Nampula, com 45 mandatos disponíveis, o partido no poder elegeu 32 deputados e a Renamo 13. Na Zambézia, também com 45 mandatos, a Frelimo conseguiu 26, contra 19 da Renamo; em Tete a Frelimo ficou com 18 dos vinte assentos e a Renamo com os restantes dois; Em Manica a Frelimo ficou com 12 e a Renamo com quatro dos 16 disponíveis; Em Sofala a distribuição dos 20 assentos foi feita a três: a Frelimo ficou com 10, a Renamo com cinco e o MDM também com cinco.

Em Inhambane, a Frelimo fez eleger 15 do total de 16 deputados e a Renamo apenas um. Em Gaza cumpriu-se com a tradição. A “perdiz” voltou a não eleger nenhum deputado, ficando a Frelimo com o total dos 16 assentos. Também na província do Maputo a tradição prevaleceu. A Frelimo elegeu 15 e a Renamo um, enquanto que na cidade de Maputo os 18 assentos foram repartidos por três, ficando a Frelimo com 14, a Renamo com um e o MDM com três.

Na diáspora a Frelimo fez eleger os seus concorrentes a deputados em África e na Europa, ficando assim com os dois lugares em disputa.

No que tange às provinciais, a Frelimo ficou com a maioria dos assentos. Dos 807 assentos em disputa em todas as províncias a Frelimo conseguiu obter 699 e os restantes foram divididos entre a Renamo, MDM e PDD, de Raul Domingos.

 Para as eleições de 2009 concorreram três candidatos às presidenciais, nomeadamente, Armando Guebuza, Afonso Dhlakama e Daviz Simango, para além de 19 formações políticas. Destas, 17 eram partidos políticos e duas coligações de partidos. Os concorrentes foram: Frelimo, Renamo, MDM, ALIMO, PT, UDM, PARENA, Ecologistas, PDD, UE, PPD, UM, PVM, MPD, PLD, PANAOC, PAZS, PRDS e ADACD.

Vamos ver como fica o mapa político depois das eleições desta quarta-feira.

Alfredo Dacala

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