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Sem acesso a nada

O governo da província de Gaza, em coordenação com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), indicou Xihaquelane como ponto para acolher as vítimas 

das cheias vindas dos sete bairros de Chókwè. Ali a população não tem acesso a quase nada.

Aliás, quando a Reportagem do domingo escalou aquele ponto vindo de Chókwè, na quinta-feira,verificou que as estruturas estavam a alistar a população em função do bairro para posterior distribuição de produtos alimentares. No local, ficamos a saber que a lista começou a ser feita na última terça-feira.

A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM), Delegação de Gaza, trabalha naquele centro com 25 voluntários e montou 19 tendas divididas por sete bairros. Segundo apurámos, a prioridade, nas tendas, é para crianças, idosos e mães com bebés.

Segundo Amélia Cossa, da CVM, afecta no Xihaquelane, cada bairro tem quatro latrinas, das quais uma para criança, uma para idoso, uma para mulher e outra para homens. Cada bairro recebe diariamente 20 frascos de certezas para purificar as águas.

O chefe da UNAPROC, Nazário Zandamela, garantiu que a situação estava sob controlo em Chókwè, com o nível da água a reduzir-se significativamente de quase dois metros registado na quarta-feira para 1.2 na quinta-feira de manhã.

A equipa liderada pelo Comodoro Zandamela iniciou a acção de resgate na manhã da quarta-feira apoiado por dez embarcações de fibra e borracha, para retirar aquelas pessoas que não conseguiram sair, quando soou o alerta vermelho.

Apesar de a situação estar controlada, ainda não se podia contabilizar as perdas humanas, embora haja relatos de que duas pessoas perderam a vida.

“Face à acalmia que se regista aqui em Chókwè, vamos retirar as unidades para Guijá, Xilembene, Maniquinique, Chibuto e Xai-Xai, onde se prevê que a situação venha a complicar-se nos próximos dias, garantiu a fonte.  

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