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Extra-parlamentares soerguem-se da hibernação

Os líderes dos partidos extraparlamentares consideram que o ano de 2012 serviu de viragem para muitas formações políticas, na medida em que deixaram de “dormir” à sombra 

da bananeira e partiram para a acção, com intervenções a vários níveis sobre a situação sócio-política económica do país, contrariando a tradição segundo a qual apenas apareciam em períodos eleitorais.

 

Apesar de em algum momento terem acusado certa timidez nas suas intervenções, a verdade manda dizer que no ano passado registou-se uma evolução na actuação dos cerca de 60 partidos políticos registados no país, uns através de pactos e coligações e outros de forma isolada.

Concorreram para essa virada, entre outros aspectos, o facto de o ano de 2012 ter sido caracterizado por um debate amplo do pacote eleitoral à esfera política nacional, sobretudo no Parlamento, onde as atenções estavam viradas.

Aliás, sobre este assunto várias foram as concertações entre as formações políticas no sentido de se tomar uma única posição que reflectisse os interesses dos extra-parlamentares. Contudo, devido ao protagonismo que cada grupo pretendia ter, houve dispersão de ideias e acções.

Foi nesse contexto que tivemos grupos como G-34, liderado por Raul Domingos, do Partido de Desenvolvimento e Democracia (PDD), G-12, de Francisco Campira, União dos Democratas de Moçambique, Partido Trabalhista, entre outros que pretendiam vincar as suas posições.

Mas as actuações dos políticos não se circunscreveram apenas à questão do pacote eleitoral. Houve debates acesos em torna da questão da cesta básica, Estatuto dos Combatentes, tiroteio registado na Rua das Flores em Namupla, onde morava o líder da Renamo e muito recentemente sobre a situação que se vive em Vunduzi, Gorongosa, província de Sofala.

As atenções dos políticos também estiveram viradas para a questão da exploração dos recursos naturais, sobretudo dos contratos dos mega- projectos, facto que obrigou o Governo a redefinir os moldes do funcionamento destes empreendimentos.

 

O “barulho” não se circunscreveu a estes aspectos. Outros assuntos foram levantados pelos partidos políticos, como por exemplo, a questão da chamada partidarização do Estado, falta de habitação e emprego para os jovens, a problemática das vias de acesso, cheias e ciclones, entre outros assuntos.

Mas deixemos que sejam os próprios políticos a detalhar aquilo que foi o seu olhar sobre o pulsar do ano findo e as perspectivas para 2013, onde as atenções estão viradas para as eleições autárquicas.

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