Economia

Arranca dragagem do canal de acesso

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) está a finalizar o processo de selecção da empresa que deverá dragar o canal de acesso ao Porto de Maputo, cujo arranque está previsto para o segundo semestre deste ano.

A empresa MPDC pretende incrementar a profundidade do canal de acesso ao porto dos actuais 11 metros para cerca de 14 metros para permitir a entrada e saída de navios de maior calado. Segundo o director executivo do MPDC, Osório Lucas, depois de dragado, o porto poderá acolher navios de porte até 80 mil toneladas.

Esta operação, conforme apurámos, vai tornar este porto mais competitivo nos mercados regional e internacional. “Dragar o canal de acesso ao porto é uma decisão estratégica que irá, não só, permitir atingir a meta estabelecida de manusearmos 40 milhões de toneladas até 2020, mas que terá um efeito multiplicador sobre a economia moçambicana”, disse Osório Lucas.

Espera-se que este investimento atraia mais carga, o que poderá criar mais postos de emprego, desenvolver mais Pequenas e Médias Empresas (PME’s) cujos negócios estão associados ao porto, despoletar a necessidade de mais desenvolvimento de infra-estrutura e aumentar a contribuição do sector para o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique.

Aliás, esta é a segunda dragagem do canal de acesso ao porto. Entre 2010 e 2011, o canal foi dragado de cerca de 9 metros, que era a profundidade desenhada para o canal, para 11 metros de profundidade o que contribuiu para o aumento de volume de carga manuseada de 12 milhões, em 2011 para mais de 19 milhões, em 2014.

Os grandes investimentos dos últimos dois anos estão alinhados com o Plano-director do Porto, com diversos projectos de expansão e reabilitação de infra-estruturas e aquisição de equipamentos tanto para operações terrestres como marítimas.

Estes desenvolvimentos e a nova dragagem irão permitir ao porto responder à crescente demanda e atingir um volume de manuseamento de 40 milhões de toneladas nos próximos cinco anos.

Refira-se que desde a concessão do Porto de Maputo, em 2003, para o MPDC foram implementadas melhorias na gestão, operações, modernização e competitividade do porto bem como na melhoria das relações institucionais com o Governo de Moçambique e outros parceiros relevantes.

A dragagem do canal de acesso ao Porto de Maputo foi concluída com sucesso no ano passado e serviu de âncora para a implementação do Plano Director que permitiu que o porto passasse a receber navios de até 65 mil toneladas.

A MPDCdetém os direitos de financiamento, reabilitação, construção, operação, gestão, manutenção, desenvolvimento e optimização de toda a área de concessão. A empresa tem também poder de Autoridade Portuária, sendo responsável pelas operações marítimas, reboque, estiva, operações nos terminais e armazéns, bem como planeamento e desenvolvimento portuário”, concluiu Osório Lucas.

Por outro lado, a MPDC encomendou dois guindastes móveis da Liebherr que vão melhorar os níveis de eficiência e produtividade no manuseamento de carga. Os dois guindastes possuem uma capacidade de elevação de 144 toneladas e irão permitir um aumento na produtividade de até 300 por cento.

Os guindastes, actualmente em produção, irão chegar ao Porto de Maputo dentro de oito meses, são equipados com a tecnologia revolucionária Pactronic, um sistema híbrido que aumenta a eficiência operacional através da acumulação de energia, os dois guindastes podem operar utilizando apenas um operador, sendo assim mais eficaz em termos de uso energético e aumentando a eficiência operacional.

No lado das operações terrestres, a MPDC também investiu numa nova banca para ferro-crómio o que irá melhorar a sua capacidade de armazenamento para um milhão de toneladas por ano adicional, bem como numa diversa gama da empilhadeiras, tractores e atrelados para assegurar um manuseamento de carga regular e eficiente.

Fotos de Jerónimo Muianga

 

(Fotos de Jerónimo Muianga; pasta: Dragagem do canal)

 

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