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Negava usar o preservativo porque dizia que sou linda

  • Joaquina, que vive com HIV, diz que o preço da verdade às vezes tem sido muito alto para quem vive na sua condição

Joaquina, 23 anos de idade, vive com HIV desde 2010. Faz parte da chamada população- -chave, maioritariamente constituída por adolescentes, jovens e senhoras que fazem negócio do sexo.

Conta que tinha um cliente de características especiais: escolhia sempre a ela para sair. Talvez atraído pela beleza física e simpatia da companheira, já alimentava sonhos de um possível compromisso, mais enraizado, mais arrojado e que podia ir para além de uso do preservativo.

Foram tantos os anos de convívio. “Mais ou menos dois anos e meio”, segundo nos confidencia Joaquina.

Carlos começou a exigir mais confiança. Mais liberdade. Mais ousadia. Em suma: cumplicidade em terreno aberto, onde não devia haver impedimento disto ou daquilo.

Durante todo aquele tempo Joaquina guardava apenas para si o “segredo” de ter o vírus da SIDA. Diz que este comportamento era ambivalente: “Queria ser feliz com o que fazia e, ao mesmo tempo, não queria magoar às pessoas”. Leia mais…

TEXTO DE BENTO VENÂNCIO
bento.venancio@snoticicas.co.mz

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