Sociedade

Material escolar destruído pelas águas

Vários materiais escolares com destaque para mais de 450 mil livros de distribuição gratuita da 1ª a 7ª classes, foram totalmente destruídos na Escola Primária Completa

de Mavalane “A” pelas chuvas que se fizeram sentir nos últimos dias em todo país. De igual modo, foram destruídos parcialmente alguns materiais escolares nas Escolas Primárias Unidades 29 e 30.

Segundo o director da Educação e Cultura da Cidade de Maputo, Antonino Grachane, as enxurradas que assolaram a capital moçambicana, nos últimos dias, deixaram alguns estabelecimentos de ensino inundados, tendo destruído por completo o material didáctico e móveis nas salas de aulas.

As autoridades de Educação, em coordenação com os distritos municipais, tentarão repor o material didáctico destruído pela fúria das águas pluviais, através dos livros remanescentes na distribuição pelo país.

“Há técnicos da Educação que se encontram nas escolas a fazer levantamento dos materiais destruídos pelas chuvas. Entretanto, há mapas, livros de turmas para o registo de presença do professor e aluno, carteiras produzidas de madeira prensada, que foram destruídos totalmente, agravando ainda mais a situação da falta de carteira nas escolas”, lamentou Antonino Grachane.

Grande parte dos livros já foi entregue às crianças, apesar das chuvas que se fizeram sentir no arranque do ano lectivo um pouco por todo o país.No entanto, o Ministério da Educação em coordenação com as autoridades locais e conselho municipal da cidade de Maputo, está a trabalhar no sentido de efectuar jornadas de limpeza nas salas de aulas para que os alunos possam receber as lições normalmente. “Estamos numa situação calamitosa e desejamos, gradualmente, distribuir o material de ensino e aprendizagem nas escolas afectadas”, disse.

Em relação às salas de aulas inundadas e àquelas que albergaram famílias vítimas das enxurradas, caso da Escola Primária de Magoanine “B”, Antonino Grachane, disse que o horário dessas escolas poderá alterar, passando a ter aulas aos sábados ou aumentar-se duas horas em cada disciplina no horário habitual. “Esta medida visa recuperar as matérias que não foram leccionados em alguns estabelecimentos de ensino durante o período da época chuvosa. Pretendemos recompensar o tempo perdido”.

O director da Educação e Cultura da cidade de Maputo referiu que a situação nas escolas não é desejável. Iniciou-se o ano lectivo tranquilamente e como não há bela sem senão, foram interrompidos as aulas em algumas escolas devido à época chuvosa. “Temos alunos dispersos. No caso de Magoanine “B”, as salas estão ocupadas pelas famílias afectadas por enxurradas”.  

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