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PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA: Ponta do Ouro sem turistas vive quadra festiva atípica

Ponta do Ouro é um dos melhores destinos turísticos do extremo sul da província de Maputo, mas está sem turistas em cumprimento do mais recente decreto do Governo que restringe o acesso às praias. Sem esta possibilidade, a maior parte dos turistas nacionais e estrangeiros optou por permanecer nos seus pontos de origem, deixando este lugar balnear literalmente vazio.

Ponta do Ouro sempre foi um lugar de memoráveis celebrações da quadra festiva e da Páscoa, que são as épocas de pico do turismo que, até 2018, era massivamente praticado por estrangeiros, com realce para sul-africanos, suazis e outros provenientes de pontos do mundo distantes como a Europa e os Estados Unidos da América.

Por causa das dificuldades impostas pela péssima qualidade da via de acesso, a maior parte dos cidadãos nacionais tinha um vago conhecimento deste místico lugar que se tornava apelativo justamente pela sua inacessibilidade e pelos relatos sobre os seus encantos naturais e confluência de culturas.

Em 2018, com a inauguração da estrada que liga Maputo e aquele destino, passando por KaTembe e Bela Vista, ou via Boane, milhares de banhistas nacionais embarcaram em viagem de descobrimento da Ponta do Ouro, a ponto de, num ápice, esgotar-se a capacidade de alojamento formal e informal.

As celebrações do Natal e fim do ano de 2018 são recordadas pelos residentes desta área como as mais complicadas de todos os tempos, pois houve engarrafamento até de pessoas que pretendiam aceder à praia a pé, foram geradas toneladas de lixo orgânico e inorgânico, bens diversos foram surripiados, houve acidentes de viação fatais, rixa grossa entre gente embriagada, etc.

No ano seguinte foram tomadas várias medidas que tornaram possível uma relativa convivência entre os turistas estrangeiros e nacionais que mantiveram aceso o desejo de retornar à Ponta do Ouro, desta vez em visitas mais bem escalonadas e com pronta e efectiva resposta das autoridades locais.

Esta situação repetiu-se no ano passado, altura em que a pandemia da covid-19 já afectava com bastante sofreguidão a região austral de África, com particular incidência para a África do Sul. Leia mais…

TEXTO DE JORGE RUNGO
jorge.rungo@snoticicas.co.mz

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