Política

Cresce adesão ao censo eleitoral

O director-geral do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), Felisberto Naife, mostra-se optimista quanto ao alcance das metas previstas no processo do Recenseamento Eleitoral em curso desde 15 de Fevereiro último.

Naife sustenta a sua convicção com o facto de decorridos 36 dias do processo terem sido registadas em todo o país, pouco mais de 3 milhões de eleitores, do universo de cerca de 9 milhões previstos até ao fim do censo a 29 de Abril próximo

Segundo afirmou, nas últimas duas semanas a situação tende a melhorar com uma cada vez maior afluência dos eleitores aos postos do recenseamento. Só na última semana foram registadas 700 mil eleitores, com tendência crescente, contra uma média de 400 a 450 mil registadas nas primeiras semanas.

Para Naife, estas cifras são consideráveis, tendo em conta que o processo entrou para a metade do decurso, no meio de muitas adversidades, sobretudo, as condições climatéricas que provocam corte de estradas, dificultando o acesso às zonas recônditas. 

O director-geral do STAE diz que os números poderão crescer mais nos próximos tempos, tendo em conta a melhoria do estado do tempo, com abrandamento das chuvas, “o que permitirá facilidades na deslocação dos eleitores aos postos de recenseamento e no seu acesso por parte dos brigadistas”.

“As metas previstas serão alcançadas, pois, nos últimos dias temos estado a observar uma maior aderência dos eleitores aos postos, para além de que vamos diversificar a campanha de educação cívica no sentido de mobilizar mais cidadãos em idade eleitoral a efectuar o seu registo”,disse Felisberto Naife.

Acrescentou que, por outro lado, o STAE está a multiplicar as equipas técnicas no terreno, para garantir uma maior assistência aos equipamentos, de modo a elevar cada vez mais o número de registo.

Segundo Naife, contrariamente aos problemas registados durante o censo para as eleições autárquicas de 20 de Novembro passado, nesta fase não há registo de avarias de equipamentos (Mobils ID) e muito menos falta de tinteiros para impressão dos cartões de eleitores.

“O que nos tem sido reportado, são casos insignificantes derivados, muitos deles, de movimentação constante das máquinas, aliado ao deficiente manuseamento e ou inconsistência da corrente eléctrica gerada a partir dos geradores, mas que não constitui motivo para alaridos”,explicou Naife.

Num outro momento, o nosso interlocutor ressalvou que neste processo está a ser exercida uma grande pressão sobre as verbas de combustíveis e ajudas de custo nos postos de recenseamento, e não só.

Segundo explicou, tal situação fica a dever-se à necessidade destes recursos para a supervisão da operação, acompanhamento técnico das brigadas e abastecimento de geradores.

Aliás, frisou que nos próximos dias, as brigadas fixas serão reforçadas com as móveis que irão escalar algumas regiões de difícil acesso, processo este que será a nível nacional, pois todas as províncias estão acauteladas neste aspecto.

“Inicialmente, constituímos quatro mil e 178 brigadas para cobrir seis mil e 604 postos de recenseamento, mas para além disso, há equipas móveis, porque temos consciência de que não é possível abarcar todos os postos, daí que vamos movimentar algumas brigadas”,disse Felisberto Naife, declinando especificar as regiões onde a situação é alarmante.

Neste processo, as autoridades eleitorais, a todos os níveis, estão a deparar-se com a exiguidade de viaturas para a realização de uma supervisão e monitoria técnica da operação, “daí que os dados não chegam a tempo útil.  Mas para semana acredito que haverá melhorias assinaláveis”.

Num outro momento, Naife referiu-se ao recenseamento na diáspora, tendo afirmado que arrancou no dia 16 do mês em curso e poderá estender-se até 14 de Abril próximo e que foram constituídas 91 brigadas para atender 154 postos de recenseamento.

 

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