Opinião

PAPA FRANCISCO E A DISPOSIÇÃO PARA DEBATER O FIM DO CELIBATO

“…homem e mulher criou-os Deus, abençoou-os e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a…” Génesis 1:27-28

“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e
estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.”Gálatas 5:17

Porque cada dia que passa, somos assolados por um enorme número de notícias comunicando a ocorrência dos mais variados tipos de abusos de direitos da mulher e de abusos sexuais contra crianças e adolescentes, sendo geralmente, como se não bastasse, a maioria desses abusos cometidos, por pessoas que teriam a responsabilidade de cuidar desses menores e de dar-lhes toda a assistência para que tivessem uma boa formação, (pais, padres, padrastos, tios, irmãos, etc.), começo por trazer duas flagrantes violaçõesno mínimo aberrantes, exemplos claros, ridículos, repugnantes e revoltantes de até onde podem levar os extremismos de algumas religiões fundamentalistas. A primeira vem inserida no matutino “Noticias”, ultima página do dia 28/05/2014 e reza parcialmente o seguinte: “A jovem cristã condenada no Sudão a morrer enforcada por apostasia (Abandono da crença) deu à luz uma menina na prisão (…); Meriam Yahia Ibrahim Ishag, (seu nome cristão) também foi condenada a cem chibatadas por adultério…”. E a Lusa, por seu turno, publicou em 11 de Fevereiro de 2013 no “Diário de Notícias” de Portugal a seguinte notícia: “Os abusos sexuais a menores por padres e o "Vatileaks", caso em que se revelaram documentos confidenciais do papa, foram os casos que agitaram o pontificado de Bento XVI, que declarou "tolerância zero" à pedofilia”. Fim das transcrições.Convêm-nos antes de mais, dominarmos o conceito sobre pedofilia. Ora pedofilia deriva do idioma grego e significa originariamente “amor por crianças”. Na actualidade, porém, considera-se a pedofilia como um transtorno sexual de índole clínico, definido como atracção sexual de um adulto por crianças de qualquer sexo. Outros consideram pedofilia como sendo um desvio sexual caracterizado por envolver pensamentos e
fantasias eróticas repetitivas ou actividade sexual com uma criança pré-púbere.Muitas vezes, os pedófilos foram vítimas de abuso sexual em criança e assim, repetem e vingam o seu sofrimento infligindo a outros algo que já sofreram. Sobre a historicidade da pedofilia, Olavo Carvalho, um dos maiores pensadores Brasileiros da actualidade, disserta o seguinte: “Na Grécia e no Império Romano, o uso de menores para a satisfação sexual de adultos foi um costume tolerado e até prezado. Na China, castrar meninos para vendê-los a ricos pederastas foi um comércio legítimo durante milénios. No mundo islâmico, a rígida moral que ordena as relações entre homens e mulheres foi não raro compensada pela tolerância para com a pedofilia homossexual. Em alguns países isso durou até pelo menos o começo do século XX, fazendo da Argélia, por exemplo, um jardim das delícias para os viajantes depravados”. Tendo dito isto, podemos concluir que afinal a Pedofilia não molesta apenas Padres, porque como se pode ver trata-se de um desvio que pode “apanhar” a qualquer um com ou sem colarinho branco. Daqui tornar-se necessário esclarecer que, “tolerância zero” contra a Pedofilia declarado por Sua Santidade Papa Francisco, tal como tinha acontecido com o seu antecessor (Bento XVI), nada tem a ver com o Celibato. Apesar dalguns dos escândalos protagonizados pelos seus “Discípulos” Pedófilos, estes (Pedófilos) enquadram-se no “quadro Clínico” dos Doentes com ou sem sotaina. Ao passo que, abrir a porta para o debate do fim do CELIBATO, como declarou o Santo Padre no fim da sua visita ao Médio Oriente, isso é quanto a nós uma notícia salutar e há muito tempo esperada, porque aBiíblia diz-nos que há uma luta entre a carne e o espírito de qualquer mortal, isso porque a carne deseja aquilo que é carnal, e o espírito o que é espiritual. Eis aí a questão do conflito interno no homem. Ou sejaa dualidade do bem e do mal, nas regiões celestiais, no mundo, nas dimensões espirituais e até mesmo em cada ser humano é uma grande realidade. como o apóstolo Paulo disse: "O bem que quero fazer não faço, mas o mal que não quero fazer, esse faço". Isso é o conflito interno entre os dois. É que, esse estúpido embaraço chamado CELIBATO, foi imposto por não se sabe bem quem, pois alguns pretendem atribuí-lo ao próprioCristo conforme o Evangelista Mateus nos narra: “"Nem todos são capazes desta resolução, mas somente aqueles a quem isto foi dado, porque há eunucos de nascença; há outros que os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos Céus. Quem é apto para o admitir admita" (Mateus 19, 11-13). Outros ainda atribuem-no a Paulo na sua Carta aos Corintios, onde diz que:"Eu quero que sejais como eu mesmo… Digo também aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom permanecerem assim, como também eu…"(I Cor. 7, 7-8). Ou ainda: "O que está sem mulher está cuidadoso das coisas que são do Senhor, de como há de agradar a Deus. Mas o que está com mulher está cuidadoso das coisas que são do mundo, de como há de dar gosto à sua mulher, e anda dividido"(I Cor. 7, 32-33). É bom de facto que a porta aberta pelo Santo Padre para o debate sobre o fim do CELIBATO mantenha-se escancarada, pois, não faz sentido alguém ser obrigado a privar-se involuntariamente do prazer de praticar e sentir prazer do Sexo de mútuo acordo, pois o mesmo Paulo diz: "Não se recusem um ao outro, excepto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio." (1 Coríntios 7:5). Caso para desabafar como Cícero o fez a Calígula: “Quosque tandem” (Até quando?)  

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