Opinião

LÁGRIMAS QUE NÃO CESSAM PELA CONTINUIDADE DA GOVERNAÇÃO DA FRELIMO

"Por fazermos parte do povo, nosso sonho é vermos mudanças que permitirão aos nossos filhos viverem melhor amanhã. Sabemos das dificuldades que enfrentaremos, mas entendendo que o silêncio dos que nada fazem é, em muito, pior que o nosso grito por mudanças, pois somente agindo assim poderemos chegar à velhice e saber que ajudamos a escrever parte da história desse Mocambique tão maravilhoso".

É excitante como nos últimos tempos se aguçam os apetites pela participação política por parte dos cidadãos. Isso é, sem dúvidas, deveras crucial para uma democracia tão jovem como a nossa, dado que eleva o conceito de cidadania que segundo Napolitano (1981), sempre esteve fortemente "ligado" à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direcção dos negócios públicos do Estado, participando de modo directo ou indirecto na formação do governoe na sua administração, seja ao votar (indirecto), seja ao concorrer a um cargo público (directo). No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma colectividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade. Portanto, as lamentações, os gritos, os choros das populações se enquadramna participação activa nos negócios e nas decisões políticas. A cidadania pressupõe, portanto, todas as implicações decorrentes de uma vida em sociedade. Ora, as lágrimas de vários analistas políticos nacionais, que não cessam pela continuidade da governação da Frelimo se inserem neste contexto. Há, portanto, uma manifestação clara da forma como devem ser conduzidos os destinos dos moçambicanos e de que força política deve orientar esta condução, a prova disso, reside no facto do surgimento da preocupação dum estudo aturado dos estatudos do partido no poder, de forma a buscar uma explicação plausível que teria levado esta força política a escolher os seus pré-candidatos que concorrem para a sucessão do actual Presidente Armando Guebuza. Não me cabe neste descorrer fazer uma interpretação dos estatutos desta força política, mas o "barulho" que surgiu após a indicação dos seus pré-candidatos, e a perícia com que se esforça interpretar os seus estatutos, mostra de forma inequívoca que os moçambicanos estão conscientes de que apenas a Frelimo é o único partido com muturidade suficiente e experiência comprovada, apta a continuar a conduzir os destinos dos moçambicanos. A maturidade desta força política traduz -se na capacidade e mestria de condução dos processos de eleição interna, premissa que dificilmente se verifica nas restantes forças políticas. Um dado ilustrativo, foi a indicação de três pré-candidatos com vista a encontrar um único candidato que irá concorrer sucessão de Armando Guebuza, mas se olharmos para outras forças políticas, com o é o caso da Renamo e do MDM, não nos restam dúvidas de quem serão os seus candidatos, como sempre, os mesmos, Afonso Dlhakama (após regresso da parte incerta), e Daviz Simango, o veterano. Portanto, as lágrimas que não cessam pela continuidade da Governação da Frelimo devem ser enxutas por esta força política, com uma vontade e sede insaciável do povo, de ver esta força política na condução dos seus destinos. Por este facto, todas diferenças que possam se manifestar entre seus membros e militantes, no que respeita à sucessão de Armando Guebuza, devem encontrar resolução em sede própria e consolidar a coesão interna, o espírito de Unidade Nacional, Auto-Estima, Amor ao próximo e de Solidariedade entre os Moçambicanos, valores e princípios que sempre nortearam a Frelimo.  

Eurico Nelson Mavie

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