Opinião

Conclusões de uma conspiração abortada

Caso a Renamo quisesse de facto participar seriamente no processo democrático nacional, teria de se renovar, e Afonso Dlhakama sair do cenário político.Ele é o espelho de uma narrativa belicista desenquadra do actual contexto político de Moçambique.

É um activo tóxico,um armário cheio de esqueletos inocentes,o pior exemplo do terceiro mundismo político, na sua faceta mais redutora em região do mundo, em que  o  pluralismode opinião e o pluralismode informação é inclusivo a todos os quadrantes da sociedade.

Se o espírito de conciliação deve nortear o dia a dia dos moçambicanos, Dlhakama é o primeiro a refutá-lo.Tudo quanto diz, pensa,  divulgado na mídia virtual ou imprensa , não compra pão,não constrói uma escola,estradas, pontes, um hospital, nem cria empregos, nem serve a justiça social; pelo contrário, ameaça o crescimento económico, ameaça o sono e o sonho da família moçambicana, e das crianças nas comunidades onde quer que vivam.O que a Renamo ofereçe como alternativa ao desenvolvimento e estabilidade governativa de Moçambique, e  de toda a Africa Austral,é o terrorismo, com os seus requintes de malvadez; o espectro de violência corporizada do próprio Dlhakama, cuja mentalidade regionalista, tribalista, e seu potencial efeito dominó, a região pretende estancado e exorcizado, mantendo um comando militar unificado, como polícia de vigilância  à medida da região da SADC.A Africa Austral deve estar  prevenida para que a sustentabilidade  democrática regional, e a sua herança  como baluarte da luta contra o apartheid, sejam postos em causa, pela actividade de políticos oportunistas, vendidos ao estrangeiro.

Efectivamente os países da SADC procuram acelerar os respectivos processos de industrialização, permitindo o alcance da transformação socio económica, através de adição de valor e beneficiação dos recursos naturais, por estes constituirem as principais linhas mestras da estratégia de industrialização, actualmente em elaboração na região.

A Africa está cansada em ser um mero exportador de matérias primas.É  no ocidente que as matéria primas são transformadas e colocadas no mercado, assim como os preços do produto  estabelecidos.Ora até ao momento, temos sido meros consumidores, situação que acaba por desiquilibrar o crescimento das economias africanas em relação ao ocidente, ao mesmo tempo que as mantém dependentes.A situação deve de imedato ser revertida.Foi neste contexto que a cidade de Maputo acolheu, há dias, um seminário de divulgação da estratégia e roteiro para a industrialização da SADC, um encontro aberto pelo vice-ministro da Indústria e Comércio, Omar Mithá.Na ocasião, Omar Mithá referiu que o Governo considera a indústria como um dos factores determinantes nas acções de combate à pobreza e ao desenvolvimento económico, definido no Plano Quinquenal, como principais objectivos estratégicos para o desenvolvimento do sector, aumento da produção e produtividade.

A Renamo nunca irá derrotar o governo de Moçambique nem as FDS, por não ter capacidade militar de o fazer.Mas senão pode derrotar as FDS , porque então continuar armada, contrariando o espirito do AGP, que apenas concedia a posse de armas à guarda presidencial, ou melhor à (segurança de Dlhkama)?Como se chegou ao ponto de haver homens armados,  acantonados em antigas bases da Renamo, escondidos na mata ou a assaltar casas   e a roubar? É que se Dlhakama sabendo que não pode mudar  militarmente o regime, julga  poder desgastá-lo,como tem feito, até que este  ceda às  exigências dos estrangeiros que o orientam, ou seja governar parte de Moçambique.

Falar numa tal(comissão da paz) ,ao mesmo tempo que se  recorre ao terrorismo para forçar o governo a   fazer cedências inconstitucionais, isso é orientação política de partido político ou organização terrorista? É a Assembleia da Republica o local indicado para se dirimirem as diferencas de opinião.Felizmente Moçambique vem produzindo gente informada e formada, capacitada de discernimento entre a hipocrisia do populismo bacoco, e um governo  que gere o melhor que pode os assuntos de estado, e  vai produzindo  resultados,  e que é respeitado no mundo inteiro.

A Renamo deve desarmar, a bem ou a mal, e sem contrapartidas de espécie alguma, porque só assim se consegue assumir  como parceiro político, a par de outros partidos políticos.

Das eleições de Outubro passado aprendemos que as eleições podem ser desviadas por politicos inescrupulosos como meio de intoxicar o eleitorado, para espalhar o tribalismo e regionalismo, como Dlhakama o fêz para dividir a Nação, contudo sem o conseguir.Ele sabe que perdeu as eleições presidenciais, e para as assembleias provínciais, onde ele e os seus amigos investiram imenso, julgando poder separar a região norte e centro sul de Moçambique.A frustração é visível no esforço absurdo de propagar a ideia de criação de um feudo político regional, e tribalizar regiões com a denominação, autarquias regionais, em obediência à ideia do fundador da Renamo, o português Orlando Cristina, entretando chumbada na Assembleia da República.

Depois da assinatura do acordo de princípio sobre despartidarizacao do aparelho de estado, considero ser a Assembleia da República, de forma soberana, a deliberar sobre estas questões e outras pendentes, nomeadamente, o Estatuto Geral do Funcionário do Estado e a Lei da Probidade Pública.

Unidade Nacional, Paz e Progresso

PS. Como autor do texto reservo-me no direito de não permitir que o texto seja reproduzido na rede social, na ferramenta de busca google por qualquer blog que nao seja o jornal domingo.

Inácio Natividade

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