Nacional

“Sentei na cadeira do segundo ministro”

As portas do Gabinete do Presidente da República e do Palácio da Ponta-Vermelha foram abertas para acolher 197 alunos de várias escolas primárias da cidade de Maputo, nomeadamente unidade 10, 28, 29 e 16 de Junho.

Tratou-se de um momento impar na vida daqueles petizes que puderam visitar vários compartimentos da Presidência da República com destaque para a sala de reuniões do Conselho de Ministros.

Foi neste local que uma aluna se sentou na cadeira do segundo ministro, que está reservada ao titular da pasta de Economia e Finanças, Adriano Maleiane. Este facto mereceu um comentário "sui-generes" da parte do Presidente da República:“esse lugar está reservado ao Ministro da Economia e Finanças, então significa que terás muito dinheiro no futuro”.

O momento mais alto da visita estava reservado para o Palácio da Ponta-Vermelha, local descrito pelo Presidente como a casa do povo que lhe foi cedida temporariamente. Primeiro, os alunos saudaram o Presidente da República através de um cântico que exalta a moçambicanidade. Depois ofereceram uma bandeira de Moçambique e reafirmaram o quão é bom estudar.

A seguir a estas saudações, papá Nyusi, como aquelas crianças carinhosamente o trataram, travou um diálogo que serviu para testar o conhecimento dos petizes:

– Vocês são crianças de que país?

– Moçambique.

– O vosso país tem uma bandeira?

– Sim e a bandeira tem cinco cores, responderam e uníssono as crianças.

– O país tem um hino nacional e vocês sabem cantar?

De forma espevitada e sem obedecer aos habituais comandos: entoaram a Pátria Amada.Na memória de África e do Mundo, Pátria bela dos que ousaram lutar…

O diálogo foi fluindo de forma animada e compenetrada até que uma petiz de nome Aquilina respondeu de forma positiva a uma pergunta sobre quem falava muito.

Aquilina é a mesma aluna que, durante a visita do PR à Escola Unidade 10, pediu aumento salarial para os professores. “Estamos a pedir dinheiro para construir salas de aulas para outras crianças”.

E a resposta do Presidente foi a seguinte: “Papá Nyusi não vai dar dinheiro, mas o Governo vai construir salas para que crianças como vocês não se sentem no chão, nem estudem ao relento, porque a nossa missão é criar condições para que vocês estudem”.

Depois das formalidades seguiu-se um momento de laser no jardim do Palácio onde o Presidente foi andando de mesa em mesa em conversa com os petizes, que devoravam vorazmente os acepipes servidos, para saber das pretensões futuras daquelas crianças.

A maioria mostrou vontade de ser professor, médico, advogado, engenheiro, entre tantas outras profissões. Então Nyusi questionou se nenhum tinha a vontade de ser agrónomo ou veterinário, pois estes são os responsáveis pela produção de comida.

Já não dava para mais: papá Nyusi despediu-se com o: “até a próxima se vocês quiserem”.

Jaime Cumbana

Fotos de Carlos Uqueio

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