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Museu dos CFM retrata o dia-a-dia dos maquinistas

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, inaugurou ontem, em Maputo, o Museu da empresa Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), um repositório que narra o dia-a-dia dos maquinistas, fogueiros, condutores, capatazes e assentadores de vias, revisores, mecânicos e serralheiros, conferentes de cargas, cobradores, operadores de máquinas, entre outros profissionais daquela empresa.

O Museu localiza-se na estacão dos CFM, na baixa da capital da cidade de Maputo. A exibição resulta de uma pesquisa realizada em 2001, na linha de Gaza, que consistiu na recuperação de alguns materiais históricos.

A mostra é composta, entre outros itens, por Berbequim industrial (usado na via para furar carris e travessas), aparelho de manobras, berbequim de via, carroça de bombeiros (era usado no Porto de Maputo para apagar o fogo), zorra (usada na via para a inspeção da linha), carruagem construída em 1011 pertencente aos Caminhos de Ferros de São Tomé e em 1930 foi oferecido aos Caminhos de Ferro de Gaza, fotografias de máquinas a vapor, direcções administrativas, estações ferro-portuárias.

Nyusi explicou a razão da inauguração do Museu, afirmando que os CFM não são apenas uma base logística para o escoamento de cargas e para o trânsito e mobilidade de pessoas e bens, mas também constituem um património de valores no contexto da história dos moçambicanos. ‟A dimensão social desta empresa é extraordinária. A sua influência é imensa e ultrapassa as suas linhas e os seus pontos. Os CFM sempre foram, são e serão uma escola de operários e de engenheiros, onde sempre se cultivaram os nobres valores das profissões do saber fazer, uma escola do trabalho colectivo. Nos Caminhos-de-Ferro, nos portos, ninguém faz nada sozinho. Aqui consolida-se o sentido do conjunto”, disse o Presidente.

Por sua vez, Carlos Mesquita, Ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, disse que o Museu vai servir para conservar o legado, documentado e preservando os vestígios que testemunham as diversas etapas da história ferro portuária de Moçambique, que servirá de fonte de pesquisas e promoção do desenvolvimento do turismo.

Idnórcio Muchanga

aly.muchanga@gmail.com

Editado por Custódio Mugabe

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