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Fuga de 15 mil crocodilos ainda não afectou Moçambique

A recente vaga de cheias na bacia internacional do Limpopo não afectou apenas o sul de Moçambique. O nordeste da África do Sul também foi severamente fustigado e cerca de 15 mil

 crocodilos escaparam da fazenda na qual viviam.

Os répteis desapareceram quando os proprietários da Rakwena Crocodile Farm, na vizinha África do Sul, abriram as comportas para evacuar a água do rio que invadira os viveiros localizados na fronteira com Botswana.

Os proprietários falam de 15 mil crocodilos que se lançaram nas águas do Limpopo, dos quais alguns fugiram para bem longe, enquanto outros foram encontrados em um campo de râguebi nos arredores de um shopping da pequena cidade de Musina.

Dados disponíveis indicam que mais da metade dos répteis continua em liberdade ao longo do curso do rio, embora alguns milhares tenham sido capturados e devolvidos à fazenda.

A recuperação resultou do trabalho de funcionários da fazenda, agentes da Polícia e especialistas sul-africanos que se lançaram numa verdadeira caça aos animais.

As autoridades sul-africanas pediram prudência aos habitantes da região. Para os especialistas, uma parte dos crocodilos deve alcançar as populações de crocodilos que vivem no vale de Limpopo.

ALARME EM MOÇAMBIQUE

Em Moçambique, no Zimbabwe e no Botswana prevalece o receio de que parte dos crocodilos tenha invadido os seus territórios.

No nosso país, o receio aponta para invasão do rio dos Elefantes, em Massingir, tradicionalmente habitado por crocodilos, receando-se que a situação tenha piorado.

Outras albufeiras como de Corumana e Pequenos Libombos podem ser vistas como pontos potenciais, contudo, fonte da Direcção Nacional de Águas assegurou ontem ao domingo que até ao momento não foi reportada qualquer anomalia do lado moçambicano.

A Direcção Nacional de Águas de Moçambique contactou recentemente a contraparte sul-africana e esta não confirmou a saída de animais para território moçambicano.

Foi igualmente contactado o focal point do Kruger National Park, da África do Sul, que igualmente refutou a ideia de que parte de animais sul-africanos tenha invadido países vizinhos.

Belarmino Chivambo, director geral da ARA Sul, em declarações ao domingo sublinhou que a situação é mesmo assim preocupante, tendo em conta o facto de a bacia do Limpopo ser partilhada por vários países, contudo sublinhou que não há ainda dados fiáveis à respeito da quantidade de animais que poderão ter entrado em Moçambique.

Ressalvou que a população deve reforçar cuidados nas margens dos rios, precaução que já está a ser tomada a sério no Zimbabwe e no Botswana.

“O receio que nós temos é de que alguns crocodilos tenham  ido para muito longe, aproximando-se das margens dos rios”,disse o nosso entrevistado, considerando, igualmente, a possibilidade de alguns terem permanecido em algumas albufeiras da região sul do país.

“Mas não há ainda dados oficiais”,reiterou o nosso entrevistado, aventando a possibilidade de grande parte dos crocodilos ter permanecido nas albufeiras de centenas de pequenas barragens existentes no território sul-africano, ao longo do curso de Limpopo.

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