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Colisão de “chapas” enluta Quadra Festiva

Dez pessoas morreram na última sexta-feira em Maluana, Manhiça, na província de Maputo, em consequência de um violento acidente de viação envolvendo duas viaturas de transporte semi-colectivo de passageiros (“chapas”).

Segundo foi anunciado, o acidente provocou ainda ferimentos em onze outras pessoas, cinco das quais em estado grave e que foram evacuadas para tratamentos no Hospital Central de Maputo (HCM).

O sinistro registou-se nas primeiras horas da sexta-feira na Estrada Nacional Número Um (EN1), zona da Maluana, e terá sido causado pelo rebentamento de um pneu duma das viaturas envolvidas. O condutor, não conseguindo dominar o veículo e terá ido embater noutra que vinha em sentido contrário.

As viaturas envolvidas são dois “mini-bus” de marca Toyota Hiace, uma com a matrícula ACK-472-MP, que saía do terminal da Junta, em Maputo, para Chókwè, Gaza, e outra com a matrícula AAB-315-GZ, que partia da Manhiça com destino a Maputo.

As autoridades policiais informaram que no local do acidente morreram imediatamente oito pessoas e as outras duas perderam a vida a caminho do Hospital Distrital da Manhiça.

 

Mais de 140 mortes por acidentes em Inhambane

Entretanto, os acidentes de viação continuam a matar e a mutilar nas estradas da província de Inhambane onde cento e quarenta e nove pessoas perderam a vida nos primeiros onze meses deste ano, segundo relata o nosso colaborador Aminosse Moisés.

 

Foram mais de duzentos acidentes registados que, igualmente, provocaram ferimentos entre graves e ligeiros a quatrocentas e quatro pessoas.

Na sua maioria tratou-se de acidente do tipo atropelamento, choque e queda de passageiros, sendo que os distritos de Massinga, Zavala e na cidade da Maxixe foram os que registaram maiores índices.

O excesso de velocidade, má travessia de peões e deficiências mecânicas são apontadas como as principais causas que estiveram na origem dos sinistros.

Estes dados foram avançados pelo Comandante da Polícia da República de Moçambique em Inhambane, Ossufo Omar, quando prestava contas, semana passada, nos membros da Assembleia Provincial, reunidos na sua sexta e última sessão ordinária deste ano.

Outros dados fornecidos pelo comandante da PRM em Inhambane indicam a morte de vinte e quatro pessoas em trinta acidentes marítimos ocorridos nas águas da província.

“Na sua maioria estes acidentes têm a ver com afogamentos e naufrágios”, disse Ossufo Omar.

Em relação à criminalidade, o comandante da PRM em Inhambane indicou o registo de quatrocentos cinquenta e seis casos este ano. É um número que indica uma redução em mais de duzentos casos, se comparado com igual período anterior.

Os distritos de Inharrime, Morrumbene, Massinga e cidade da Maxixe são os locais que, este ano, lideram o gráfico do índice criminal.

Apesar do esforço empreendido pelos homens da lei e ordem, o comandante da PRM reconhece que o desafio da corporação é acabar com esses focos.

“Não queremos ouvir falar da criminalidade na província daí que trabalhamos em estreita ligação com as comunidades reforçando a nossa ligação”, sublinhou Omar.

Com efeito, nos distritos estão a serem criados fóruns de policiamento comunitários, unidades que de acordo com a fonte, desempenham um papel preponderante no combate à criminalidade.

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