Internacional

RDC: a inesperada vitória de Félix Tshisekedi

Ficou conhecido, provisoriamente, no dia 9 de Janeiro corrente, o vencedor das eleições do dia 30 de Dezembro de 2018, na República Democrática de Congo. Contudo, o anúncio da Comissão Eleitoral NacionalIndependente (CENI) surpreendeu “meio mundo” ao declarar Félix Tshisekedi vencedor do escrutínio. Na realidade a vitória de Tshisekedi era inesperada devido, principalmente, à capacidade dos seus opositores.

Do ponto de vista de análise, os opositores de Tshisekedi têm mais capacidades, por isso esperava-se que ele (Tshisekedi) ficasse em terceiro lugar ou, na melhor das hipóteses, em segundo porque o primeiro lugar, esse, parecia estar destinado a Emmanuel Shadary ou Martin Fayulu. Esta percepção encontra o seu fundamento no facto de Shadary ser o candidato do partido Popular pela Reconstrução e Democracia, partido actualmente no Governo na RDC. E, sobretudo, porque Shadary foi indicado pelo Presidente Joseph Kabila para candidatar-se a Presidente da República. Uma indicação que induziu vários analistas a afirmarem que a dupla Kabila-Shadary seria uma réplica da dupla Putin-Medevdev. Shadary, ao contrário de Tshisekedi, tinha toda a máquina governamental a seu favor e, por isso, tinha mais meios à disposição para vencer a corrida eleitoral.

Por sua vez, Martin Fayulu era um potencial vencedor das eleições pelo peso dos seus apoiantes – Moise Katumbi e Jean Pierre Bemba ‒ com os quais formou uma coligação em Novembro de 2018. Tanto Katumbi como Bemba, apesar de estarem no exílio, porque procurados pela justiça congolesa, são políticos experimentados e têm um grande apoio popular. Portanto, o seu apoio a Fayulu tornou mais verosímil a sua eleição ao cargo mais alto da nação congolesa.

Texto: Paulo Mateus Wache*

PWache2000@yahoo.com.br

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