O Presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou, recentemente, ataques a instalações nucleares do Irão, numa escalada conflitual que resulta de uma aventura militar iniciada pelo Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Depois de estar envolvido na guerra genocida em Gaza, estar a efectuar ataques no Líbano e na Síria, Israel decidiu bombardear o Irão, alegadamente para impedir que aquele país obtenha capacidade nuclear militar. Trump, que “caíu na lábia” de Netanyahu, decidiu, em clara violação do direito internacional, entrar no conflito do lado do seu protegido violador das normas internacionais. Depois de terminarem os bombardeios, Trump e Netanyahu congratularam-se, sem apresentar evidências, de ter “obliterado” as instalações nucleares do Irão. No entanto, o desencontro dos relatórios de duas “secretas” dos EUA, a Agência Central de Inteligência (CIA) e a Agência de Inteligência de Defesa (DIA), denuncia um padrão que lembra as narrativas de Bush para invadir o Iraque em 2003.
O envolvimento militar dos Estados Unidos no Médio Oriente tem sido uma constante na geopolítica global desde o início do século XXI. A invasão do Iraque em 2003, sob o governo de George W. Bush, marcou uma viragem crítica: uma guerra justificada por alegações de armas de destruição maciça (ADM) que nunca foram comprovadas. Pouco mais de duas décadas depois, Donald Trump ordenou ataques a instalações nucleares iranianas, sob o argumento de prevenir a aquisição de armas nucleares pelo Irão — uma decisão influenciada fortemente pela aliança estratégica com Israel, em especial pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O âmago da analogia que se faz entre estes dois eventos está no facto de, nos dois casos, não terem sido apresentadas provas verificáveis para sustentar a acusação e na influência externa sobre a tomada de decisão em Washington. Leia mais…

