OEstado de Israel iniciou, semana passada, uma nova fase na sua política de “eliminar” seus adversários na região do Médio Oriente. Envolvido numa guerra genocida contra os palestinianos na Faixa de Gaza e com ataques sobre o Líbano e a Síria, onde considera haver aliados de Teerão, Netanyahu, Primeiro-ministro israelita, decidiu levar a guerra para o território do Irão. As intentonas das autoridades de Tel Aviv são justificadas com discursos sobre a necessidade de eliminar ameaças existenciais ao Estado judeu. No entanto, os discursos do inquilino da Casa Branca, Donald Trump, denunciam que Israel pode estar a cumprir ou a “ser usado” para, como aconteceu na Crise de Suez em 1956, uma agenda de uma grande potência.
Israel iniciou uma onda de ataques contra o Irão e Netanyahu indicou que vão continuar “enquanto for necessário”. O Estado judeu considera o Irão como uma ameaça à sua existência e, ao que tudo indica, o seu Primeiro-Ministro acredita que agora é o momento mais apropriado para atacar e forçar mudanças no país persa. Israel procura, a todo custo, eliminar a possibilidade de o Irão obter capacidade nuclear militar, daí as instalações nucleares e militares do Irão serem o alvo primário do regime de Tel Aviv. Aliás, depois de “enfraquecer” os aliados Hamas e Hezbollah, Israel parece sentir uma maior liberdade para poder atacar o coração do Irão. Mas, mais do que isso, Netanyahu está a sinalizar que pretende que haja uma mudança de regime no Irão. O primeiro-ministro israelita parece acreditar que os ataques que ordenou poderão iniciar uma reacção em Leia mais…

