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EUA “chora sobre o leite derramado” no Afeganistão

Por Edson Muirazeque

Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, reacendeu uma questão geopolítica delicada ao afirmar que o seu país deveria retomar o controlo da base aérea de Bagram, localizada no Afeganistão. Para Trump, essa base foi “dada de graça” aos Talibãs após a retirada das tropas americanas em 2021, o que ele vê como um erro estratégico, especialmente por causa da proximidade da base com países como a China, o Irão, o Paquistão e as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central. Nas suas palavras, essa localização tem um valor geopolítico inestimável, o que justificaria um esforço para retomar o controlo do local. No entanto, o desejo de Washington esbarra com uma dura realidade: os Talibãs, que reassumiram o controlo do Afeganistão após a saída dos norte-americanos, rejeitam categoricamente qualquer tipo de presença militar estrangeira no país.

A base aérea de Bagram foi, durante quase duas décadas, o principal centro de operações dos EUA no Afeganistão. Construída originalmente pela União Soviética nos anos 1950, a base foi expandida e transformada pelos norte-americanos após a invasão do país em 2001. Com capacidade para abrigar milhares de soldados, operar aviões de combate e realizar missões de inteligência, Bagram serviu como o baluarte logístico e operacional da campanha dos EUA contra os Talibãs e a Al-Qaeda.

O que torna Bagram particularmente valiosa não é apenas a sua infra-estrutura militar, mas também a sua localização. Situada há cerca de 50 km ao norte de Kabul, a capital do Afeganistão, a base está geograficamente posicionada para fornecer acesso rápido a pontos-chave da Ásia Central e Meridional. Leia mais…

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