“Cidade humanitária” ou campo de concentração?
Oministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou, recentemente, que instruiu as forças armadas a prepararem um plano para transferir toda a população palestiniana da Faixa de Gaza para uma área cercada no extremo sul do território, sobre as ruínas da cidade de Rafah.
Segundo o ministro Katz, a intenção é retirar civis das zonas de conflito para protegê-los de operações contra o Hamas. A iniciativa, que o ministro diz que visa estabelecer uma “cidade humanitária”, levanta sérias preocupações. Por um lado, ela parece reforçar as intenções do governo de Benjamin Netanyahu de expulsar ou confinar os palestinianos, visando um controlo total sobre o território de Gaza. Por outro, ela relembra episódios sombrios da história, como os campos de concentração da Alemanha nazista, onde milhões de judeus foram isolados, controlados e exterminados. Estará Israel a pretender repetir a experiência dos campos de concentração do Holocausto, mas desta vez impondo-os aos palestinianos?
É mais uma etapa da campanha israelita em exterminar ou expulsar os palestinianos de Gaza. Pelo que foi noticiado, o plano prevê que, no início, cerca de 600 mil pessoas serão realocadas para o local. Eventualmente, a “cidade humanitária” irá abrigar mais de dois milhões de civis, ou seja, praticamente toda a população de Gaza. No entanto, para acederem ao local, os palestinianos terão de passar por uma “triagem rigorosa”, para excluir supostos agentes do Hamas.
Após essa selecção, os civis serão levados para a nova zona, sob total controlo militar. Uma vez dentro da suposta cidade humanitária, os palestinianos não terão Leia mais…

