Depois de ter “confirmado” que a Organização das Nações Unidas (ONU) é uma organização “moribunda”, Donald Trump, presidente dos EUA, parece estar empenhado em “matar” o seu próprio braço armado – a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Depois de ter sequestrado um presidente em exercício, Nicolas Maduro, da Venezuela, Trump anunciou que a sua próxima vítima é a Groenlândia, um território autónomo que soberanamente pertence à Dinamarca, um aliado próximo dos EUA e membro da OTAN. Trump diz que o seu país precisa da Groenlândia e, para isso, está disposto a “comprar” os cidadãos do território ou, caso isso não funcione, equaciona usar a força para controlar o território. As acções e ameaças de Trump são mais uma demonstração de que as organizações internacionais e o direito internacional funcionam somente quando satisfazem os interesses dos Estados mais poderosos.
Desde o primeiro mandato na Casa Branca, Donald Trump tem demonstrado uma postura desafiadora em relação às instituições internacionais. Na verdade, o comportamento do presidente dos EUA reflecte, por um lado, um desdém em relação às normas multilateralistas e, por outro, um enfoque pragmático e agressivo que busca maximizar os interesses nacionais, independentemente dos custos políticos, diplomáticos ou legais. O sequestro do presidente Nicolas Maduro da Venezuela e as ameaças de tomar o controlo da Groenlândia são a demonstração evidente do rumo unilateral e, talvez, imperialista que tem estado a tomar a política externa dos EUA. O presidente dos EUA não só está a enterrar a ONU, uma organização já deslegitimada, como também mostrou disposição de “aniquilar” a OTAN, ao predispor-se a usar a força para controlar o território de um Estado aliado.
O ano de 2026 iniciou com notícias “chocantes” para o concerto das nações: Trump anunciou, na primeira semana do ano, que os militares do seu país sequestraram o presidente da Venezuela e esposa. Foi uma notícia chocante porque Trump demonstrou, com a acção militar, um completo desprezo pelo direito internacional e violou vários princípios das Nações Unidas, incluindo a soberania e não ingerência nos assuntos internos e os direitos humanos e a protecção dos líderes, ao mesmo tempo que “matou” a ONU e o multilateralismo. Leia mais…

