Internacional

Camarões alberga mais de 100 mil refugiados

Os Camarões que celebraram sexta-feira, com o resto da comunidade internacional, o Dia Mundial dos Refugiados, reconheceu albergar mais de 100 mil refugiados no seu território.

Segundo a representante residente do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) nos Camarões, Ndeye Ndiougue Ndour, “entre estes refugiados existem 97 mil 116 refugiados centroafricanos, nove mil 874 nigerianos, mil 627 tchadianos e mil e 47  requerentes de asilo”.

No total, os Camarões possuem 110 mil 367 refugiados no seu território nacional, dos quais quase 70 mil refugiados centroafricanos no leste do país, revelou.

Nesta parte do país limítrofe da República Centroafricana (RCA), do Tchad e da República Democrática (RDC), “foram registados entre dois mil e 10 mil novos que penetram em cada semana nas fronteiras dos Camarões”.

Para melhor gerir este fluxo de pessoas sem-abrigo, mais de 30 pontos de passagem transfronteiriço suplementares foram criados em mais de 300 aldeias no leste dos Camarões”, de acordo com o ACNUR.

Segundo as estatísticas do ACNUR para os Camarões, a província do Litoral, da qual Doualá é a capital, possui cinco mil refugiados.

A situação geográfica e geoestratégica dos Camarões permite-lhe acolher refugiados e requerentes de asilo provenientes da RCA, da Nigéria, do Tchad, da RDC  e mesmo  dos países longínquos, como a Côte d’Ivoire.

Os refugiados são geridos nos Camarões por uma lei votada em julho de 2005 e, consequentemente, os Camarões criaram duas comissões encarregues da elegibilidade e dos recursos dos refugiados e de requerentes de asilo que ainda não estão operacionais,   mesmo se os seus responsáveis já foram designados.

Apesar deste quadro jurídico, os Camarões ainda não assinaram as Convenções de 1954 e de 1961 sobre a apátrida.

O Dia Mundial dos Refugiados só começou a ser celebrado a partir de 2001 depois de adoptado a 28 de julho  de 1951 durante uma conferência de plenipotenciários sobre o estatuto dos refugiados e dos apátridas.

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