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Gestores da LAM outra vez acusados de corrupção

Por Jornal domingo

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) volta a estar ligada a um caso de justiça devido a diferentes práticas de corrupção, entre as quais a venda e aluguer de aeronaves para as operações. Na quinta-feira passada, três antigos gestores da LAM foram detidos, nomeadamente João Pó Jorge, então director- -geral, Hilário Tembe, director operacional, e Eugénio Mulungo, responsável pela tesouraria. Antevê-se mais detenções à medida que as investigações se vão desenrolando.

Os esquemas envolvendo aeronaves não são inéditos e também no passado conduziram gestores da companhia de bandeira a enfrentar a barra da justiça. Em 2021, foram condenados o antigo ministro dos Transportes e Comunicações Paulo Zucula e o antigo executivo da General Electric Oil&Gas em Moçambique, Mateus Zimba, enquanto o antigo presidente da LAM, José Viegas, foi absolvido.

O trio era acusado de branqueamento de capitais na compra de aviões de fabrico brasileiro, envolvendo subornos na ordem de 800 mil Dólares, através da empresa Xihivelo, que estava registada na cidade de Água Grande, em São Tomé e Príncipe.

OS CRIMES

Além da venda e aquisição de aeronaves, o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) pronunciou antigos gestores da empresa de outros crimes que lesaram a transportadora em largas centenas de milhões. Foram elencados onze práticas criminais que levam qualquer um a ficar boquiaberto.

A começar pelo anterior processo de reestruturação da LAM, entre a “Fly Modern Ark Airlines”, com sede na África do Sul, e o Instituto de Gestão das Participações do Estado, em que, segundo a pronúncia, terá passado por embuste cuja finalidade era de sacar dinheiro de forma ilícita. Mais recentemente, naquele que se tornou num caso que despertou ruído, foi o aluguer de um avião “Boeing 737”, que se destinava ao transporte de carga. Contudo, a operação não chegou a efectivar-se, tendo a aeronave sequer saído do chão, devido à falta de licenciamento, resultando num prejuízo de valor não quantificado para o erário público.

Ademais, consta do rol do esquema de saque procedimentos relacionados com a contratação para o fornecimento de fardamento de pessoal, serviços de “catering”, fornecimento de combustível, além de outras operações cujos pagamentos apresentam justificação contratual suspeita. O cenário de autêntica pastagem sobre a coisa pública não teria ficado por aí. Foi mais além, a tal ponto de ter envolvido o pagamento de passagens aéreas, serviços de tradução efectuados por funcionários da companhia, através de esquemas que teriam se constituído num engenhoso desvio de verbas e sobre-facturação de preços. .  Leia mais…

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