Home Em Foco ANIVERSÁRIO DO PRESIDENTE FILIPE NYUSI: A humildade não passa da moda

ANIVERSÁRIO DO PRESIDENTE FILIPE NYUSI: A humildade não passa da moda

Por admin

O título retirámo-lo da rubrica “Pensamento do dia”, da Rádio Moçambique, do dia do 58.º aniversário do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, quinta-feira passada, razão por que o país, de uma ou doutra forma, manifestou a sua gratidão por ter o cidadão que tem na chefia do Estado, principalmente por se tratar de um moçambicano que, ao que tudo indica, não surgiu para pisar ou humilhar quem quer que seja.

Terá sido uma coincidência (?) que um cidadão de uma aldeia rústica, da província de Inhambane, muitos quilómetros de onde reside o Presidente da República, enviou tal “pensamento” e a RM publicou-o exactamente no dia do aniversário do empregado do povo, que na data precisa estava a fazer 58 anos de idade.

Filipe Jacinto Nyusinasceu a 9 de Fevereiro de 1959, em Namaua, distrito de Mueda, província de Cabo Delgado. É filho de Jacinto Nyusi Chimela e de Angelina Daima, camponeses já falecidos.

Sem querer esmiuçar o seu percurso que testemunhas induzem-nos a aceitar que foi brilhante, cantamos a partir deste cantinho e à nossa maneira o “parabéns a você” recordando que está consumada a sua transformação em bem comum dos cidadãos deste país, muito além dos grupos daqueles que tiveram caminhos abertos para se abeirarem de si na passada quinta-feira, dando-lhe o abraço merecido.

Associamo-nos ao sentimento da maioria dos moçambicanos que vêem no seu timoneiro uma miscelânea perfeita de humildade, responsabilidade, respeito pelas ideias contrárias, capacidade de ouvir, análise, até ao detalhe, e acção quando se achar necessário.

Acreditamos nas palavras de quem já dizia que não esperava de Nyusi (porque Presidente da República) uma mudança radical do seu ser social, que não mudaria o seu sentido humanista, não seria outro quando o rigor fosse chamado a intervir na chefia dos moçambicanos, bem assim que nunca confundiria o seu estatuto com uma licença de deliberadamente passar por cima de todos.

Continuamos a crer no que disseram os que antes lhe conheciam, senhor Presidente! De que ouviria os moçambicanos com a atenção que merecessem e daí provocaria consensos necessários e úteis para a Nação.

Os sinais que nos chegam dos que comentam o dia-a-dia da sua governação e da prática quotidiana fazem-nos acreditar no que na primeira pessoa disse, pouco antes de ser eleito, de queno processo de direcção “é preciso não confundir a exigência com a humilhação ou desprezo e nunca se considerar melhor que os outros. A exigência é feita no comando vertical de gestão”.

Ainda nos soam as suas palavras ao definir-nos o que era exigência para si, nomeadamente que era “dizer antes o que o dirigente quer, como quer, quando quer. É participar no processo de facilitação das missões ou tarefas através de alocação de recursos para que o que exigimos possa acontecer. Depois tudo termina em festa de missões conjuntas de sucesso”.

Ressoam as palavras que então nos clarificaram que “os colegas abaixo da pirâmide têm a noção de quando é que o chefe se deve considerar um ser humano e quando deve ser considerado dirigente. Daí a nossa exigência fica parte do processo de qualidade e não misturada com intimidações ou de defesa do posto que ocupamos”.

Acreditamos, por isso, estar perante um moçambicano de quem ouvíamos falar: exigente, mas igualmente cumpridor; homem de trato simples; amigo dos seus amigos; humilde, mas, sobretudo, obediente, porque disciplinado, sem ser por isso facilmente manipulável. Os frutos estão à vista!

Auguramos que o Presidente mantenha as linhas principais do seu percurso, da sua educação e convivência com as sociedades pelas quais passou e, porquê não, aperfeiçoe-as, tendo em conta o fardo que carrega desde 15 de Janeiro de 2015.

Que não seja, na verdade, um cidadão que tenha vindo para este solo pátrio, como costuma dizer, em vão.

Bem-haja, senhor Presidente. Mais anos de vida!

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