Economia

Vinte e um países inscritos na FACIM

Vinte e um países dos quatro cantos do mundo confirmaram até o momento a sua participação na Feira Internacional de Maputo (FACIM) que terá lugar de 31 de Agosto a 6 de Setembro, em Ricatla, Marracuene, na Província de Maputo, revelou João Macaringue, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto para a Promoção de Exportações (IPEX) em exclusivo para o nosso jornal.

Segundo João Macaringue, os 21 países que conformaram a sua participação na quinquagésima primeira edição da FACIM, fazem parte de um conjunto de 28 que terão manifestado interesse e de quem se aguarda uma posição final nos próximos dias.

A entidade que está a organizar este certame espera que o número de visitantes poderá chegar aos 85 mil, dai que estejam a ser criadas todas as condições para que o trânsito flua e a mobilidade dentro do recinto e dos pavilhões esteja facilitada.

Actualmente decorre a fase intermédia de organização do certame que compreende reparação de eventuais danos nas tendas gigantes instaladas em Ricatla, verificação da rede eléctrica, fontes de água, entre outras afinações nos portões de acesso, parques de estacionamento, espaços reservados à restauração e entretenimento.

Macaringue fez saber também que as inscrições iniciaram no passado mês de Fevereiro, mas terão ganho maior ímpeto, pelo menos para as empresas nacionais, desde o mês de Junho, pelo que durante o mês de Julho, a ideia é agilizar a organização e sensibilizar mais empresas nacionais e internacionais a se inscreverem.

Por outro lado, estamos empenhados em convencer os oito países que ainda estão “indecisos” em relação à sua participação no certame deste ano para que compareçam e estamos certos de que para além destes poderemos ter outras confirmações de países e empresas estrangeiras deste período derradeiro”, disse.

Para o cumprimento desse desiderato o IPEX conta a colaboração directa do Ministério da Indústria e Comércio (MIC) através do pelouro da Indústria, do sector que lida com o selo Made in Mozambique, Apoio ao Sector Privado, do Comércio e das Pequenas e Médias Empresas (PME´s).

Com uma área total de 47.600 metros quadrados, dos quais 20 mil quadrados corresponde à área descoberta e 27 mil metros de área coberta, a organização da FACIM pretende assegurar que os expositores estejam organizados por temas e países, sendo que o pavilhão de Moçambique deverá albergar os standes das províncias e instituições nacionais.

Estão programadas diversas actividades, nomeadamente os seminários temáticos, bolsas de contacto, programas culturais e infantis, premiações de empresas que se destacaram ao longo do ano passado no campo das exportações, entre outras actividades.

No que concerne às vias de acesso, João Macaringue referiu que as estradas que vão dar ao recinto da FACIM estão em condições, até ao momento, sendo que o único constrangimento reside no nó que está a ser construído na zona do Zimpeto no âmbito da Estrada Circular.

Este ano vamos apelar para que os visitantes usem a Estrada Circular e outras vias alternativas no lugar da Estrada Nacional número Um onde habitualmente há congestionamentos”, sublinhou.

Feira de turismo em simultâneo

Segundo João Macaringue, durante o decurso da FACIM será realiza em simultâneo a Feira de Turismo que terá um destaque próprio, com uma tenda própria e devidamente preparada para dar o impacto necessário ao evento.

Esta feira terá uma natureza mais especializada e terá como objectivo mostrar as potencialidades turísticas nacionais, designadamente capacidade de alojamento, tipos de estâncias turísticas, potencial para investimento existente neste sector, entre outros.

Refira-se que em tempos esta feira já esteve autonomizada, mas não terá tido o impacto desejado, dai que o IPEX está a busca de uma alternativa de realização deste evento mantendo o seu brilho e ocorra num momento em que há muita concentração de expositores e visitantes nacionais e estrangeiros .

Quando a feira é isolada não tem o impacto desejado, dai que o misto de oportunidade oferecida pela FACIM é impar porque tem afluência de nacionais e visitantes de outras partes do mundo, o que fará com que ela tenha uma maior projecção. Entretanto, assim que a Feira do Turismo voltar a ter vitalidade poderá ser autónoma”, concluiu.

Angelina Mahumane

vandamahumane@gmail.com

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