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CACHOEIRA DA AMIZADE: Tesouro escondido nas matas de Gondola

Por Jorge Rungo

A província de Manica tem cantos e recantos surpreendentes e que a transformam num tesouro que cada turista deve lapidar, se encantar e chorar por mais, dada a sua graciosidade e tranquilidade que fazem um tremendo contraste com as notícias sobre “homens-catana”, garimpo sem rei, nem roque e poluição dos rios. Há um outro lado de Manica de que pouco se fala e que deixa qualquer turista de queixo caído. E nem é preciso pensar em algibeiras fartas ou viaturas com tracção às quatro rodas. Se o tempo está bom, há vontade de fazer um passeio em família ou grupo de amigos… Vamos a isso que os destinos estão em todas as esquinas.

Desta vez a escolha recaiu sobre a Cachoeira da Amizade, um local de que pouco se fala, mas que funciona como perfeito destino turístico para retemperar as energias, lavar a alma sofrida no dia-a-dia da vida urbana, experimentar o contacto directo com a natureza e soltar um “wauuu…”.

Localizada no interior do distrito de Gondola, a Cachoeira da Amizade é acessível pelo entroncamento entre a Estrada Nacional Número Seis (N6) e a estrada da zona conhecida por Maforga. Dali, são exactos 7.6 quilómetros (Km) até ao destino seguindo as placas, onde elas existem ou perguntando aos simpáticos moradores da zona.

E nessa coisa de fazer perguntas também dá para se encantar com as mulheres e crianças que improvisam mercados de venda de produtos locais. Na verdade, aquilo nem é venda. É oferta. Limões que enchem uma lata de 20 litros são vendidos a 100 Meticais. Isso é vender? Ou maracujá numa bacia de cinco litros que custa 20 Meticais. Idem para mangas.

Ainda no contexto das perguntas aos locais, há que estar atento aos “nhonguistas” de ocasião. Os moto-taxistas que tentam cobrar 200 Meticais só para indicarem o caminho. E fazem-no sem o menor pudor. Quando percebem que o turista é mais esperto que eles, baixam o valor para 150 e até chegam a descer para 100. Deve haver quem lhes pague. Nós? Nem em sonhos. Leia mais…

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