Desporto

Outras mulheres com “galões”

Nos recém terminados Jogos Africanos de Maputo, a esperança no feminino “não quis morrer solteira”. A Selecção Feminina não foi até onde se esperava devido a um grande desgaste físico, mas o “testemunho” passou para outras jovens. Isto quer dizer que os grandes sucessos no desporto continuaram a ser escritos no chamado sexo fraco. A isso nos habituaram as mulheres/desportistas. 

Sem favores, nem quotas atribuídas.

 

Recordemos alguns marcos que provam queem Moçambique, à frente dos grandes sucessos… está sempre uma mulher! Os homens que venham “à boleia”…

·        Tina da Glória, com alguns altos e baixos, continua a ser a nossa concidadã que melhores marcas nos 800 metros alcançou, depois da Menina de Ouro.

·         Ludovina de Oliveira, lançadora de peso e disco, terá nascido no tempo errado. Ela brilhou quando éramos colónia e não tínhamos os olhos abertos para África e para o Mundo. As suas marcas nos dias que correm seriam um cartão-de-visita.

·        Indira Bikhá: É outra campeã africana. Muitos provavelmente já não se recordam dela, mas a verdade é que nos anos que se seguiram à Independência e em que a capital do badmington era a cidade da Beira, ela conseguiu um título continental para o nosso país, por ser exímia no manejamento da raquete e do volante.

·        Carolina Araújo, nadadora de distâncias curtas, foi recordista nacional e olímpica em Seul 88, por alguns minutos, nos 50 metros livres. Grande dedicação aos desportos náuticos, dedicou e ainda dedica a sua vida a ensinar aos jovens uma modalidade que muito bem conhece.

·        Miriam Corsini, moçambicana residente na Itália, conquistou uma medalha de prata na natação, 50 metros bruços. Alegrou os moçambicanos na sua primeira aparição em defesa das cores nacionais ao conseguir o seu melhor tempo do ano na prova (33.74 segundos).

 

  • Marisa Macie, Lina Mucavele e Lu Ping, formaram a tripla feminina que ofereceu uma medalha de prata ao país, na especialidade Katas depois de uma forte resistência aos melhores “teams” africanos que são Egipto e Argélia. Podiam ter escrito a participação com letras de ouro, mas a prata já foi dignificante.

 

  • Maria Joaquina, 13 anos, anónima até à realização dos X Jogos Africanos, na classe “optimist”; Vânia Vilhete (Xadrez-Classificação por tabuleiro) e Maria Elisa Muchavo (atletismo para pessoa portadora de deficiência – 200 metros), chegaram à medalha de bronze.

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