Desporto

Ferroviário de Quelimane enche Zambézia de orgulho

Um golo de penalte, na segunda parte, permitiu que o Ferroviário de Quelimane, no domingo passado, garantisse sua permanência na Liga Moçambicana de Futebol (LMF) e consequente participação no Moçambola de 2015.

Obra do acaso ou não, a verdade é essa: a província da Zambézia continua na prova máxima do futebol moçambicano.

 

A festa da continuidade do Ferroviário de Quelimane foi para todos, independentemente das adversidades e diversidades originadas das cores clubistas. Não era para menos, o representante da Zambézia, que passa a contar com relva sintética no seu velho campo, teve a honra de garantir a sua permanência no Moçambola na presença de ilustres personalidades do futebol nacional, saídas de Maputo, nomeadamente vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol, António Chambal, vice – presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Augusto Pombuane, e (imaginem!) presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF), Júlio Mungói.

Um empate não seria um resultado tão mau para os “locomotivas” da cidade que um dia o navegador e descobridor português, Vasco da Gama, a baptizou de “Terra dos Bons Sinais”, mas os deixariam aflitivamente à espera da história da última jornada do Moçambola.

Era preciso ganhar a permanência na antepenúltima jornada. A jogar em casa, todas as jogadas foram ensaiadas para que isso não falhasse, entre esquemas e sistemas, entre dignos e indignos ao futebol. Era vida ou morte.

Felizmente, a equipa do Ferroviário de Pemba não pareceu que estava comprometida com a causa do seu homónimo adversário. Terá sido a melhor equipa em campo, menos naquela misteriosa jogada em que a bola foi jogada a mão por um dos seus defesas, que sentenciou o jogo.

O solitário golo, que permitiu a permanência do Ferroviário de Quelimane levou aos abraços mesmo aqueles que até aquele momento não se falavam, tal como podemos constatar na tribuna de honra do campo de Sporting de Quelimane, onde esteve o edil Manuel de Araújo, que se emocionou como qualquer adepto de futebol. A euforia pela vitória do Ferroviário de Quelimane se traduzia em gritos e pulos de alegria.

“Não importa que seja Ferroviário de Quelimane, o mais importante é de que a Zambézia vai continuar no Moçambola”, dizia um adepto do Benfica de Quelimane.

“Se quisermos dizer a verdade, digamos que não há penalte”, deixou-se ouvir alguém, mesmo satisfeito pela continuação do Ferroviário de Quelimane.

“Para que não voltemos a sofrer de palpite, temos que ajudar ao Ferroviário a ter uma equipa superior que a deste ano e com um treinador à altura, já que Nacir Armando está de saída levando alguns jogadores, se pronunciou um simpatizante dos “locomotivas” da capital da Zambézia.

“Se houve ou não penalte, não interessa. O Moçambola vai continuar a chegar na Zambézia”, comentava um adepto zambeziano.  

“Digam-nos o que devemos fazer para a Zambézia formar bons árbitros como estes do jogo de hoje”, Manuel de Araújo, edil de Quelimane, dirigindo-se informalmente ao presidente da CNAF, Júlio Mungói.

Depois da euforia pela continuidade do Ferroviário de Quelimane no “Moçambola”, seguiu-se a incerteza quanto a qualificação do 1º de Maio de Quelimane, após ter empatado a zero em casa com o Textáfrica, em jogo da primeira “mão” da fase final da poule Centro. A segunda partida é hoje no Chimoio.

Manuel Meque

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