Desporto

Desportivo da Matola em crise directiva

O Desportivo da Matola corria o risco de não viajar a Inhambane para disputar um jogo do Campeonato Nacional de Futebol da II Divisão de Honra.

Tudo porque não há entendimento entre os membros da Comissão de Gestão, presidida por Inocêncio Pinheiro, e o vice-presidente do clube, Isaac Cassamo, sobre quem deve representar o clube junto dos parceiros e na mobilização de recursos para a prossecução das actividades. As duas alas reclamam a legitimidade de dirigir os destinos do clube.

Por causa desta situação, o Desportivo da Matola está desde a semana finda sem uma direcção que possa presidir as actividades da colectividade.

Inocêncio Pinheiro renunciou ao cargo de presidente da Comissão de Gestão do clube que vinha exercendo desde o passado mês de Abril do ano corrente.

Em consequência, a equipa principal de futebol por pouco não viajava para Inhambane onde hoje joga contra o Ferroviário local, partida referente à última jornada da primeira volta do campeonato nacional da II divisão, região Sul.

O Desportivo da Matola é um dos representantes da província de Maputo no Campeonato Nacional da Divisão de Honra, zona Sul, e partilha a liderança com Black Bulls, com 22 pontos.

A Comissão de Gestão informou, através de um comunicado que foi distribuído por diferentes instituições do Governo Provincial de Maputo e Conselho Autárquico da Matola, que aquele órgão deixa de prestar directamente as suas acções e intervenções técnico-financeiras e logísticas no clube.

A Comissão de Gestão foi constituída no mês de Abril para dirigir os destinos do clube por causa da indisponibilidade do presidente-eleito, Martinho Fernandes, que se encontra em missão de serviço na província de Cabo Delgado.  

Na altura, foi decidido que o órgão passaria a coordenar os trabalhos do clube até a realização da assembleia geral agendada para a segunda quinzena do próximo mês de Dezembro.

A mesma, quando assumiu a função, tinha objectivos traçados, entre os quais garantir que a equipa principal de futebol consiga resultados positivos nas provas em que está inserida.  

Contudo, a Comissão entende que durante o período em que esteve à frente dos destinos do clube nunca teve a liberdade de realizar as suas actividades, entre as quais interagir e ser interlocutora do clube perante diversas instituições, com as quais pretende levar avante os objectivos para os quais foi criada. O facto nunca se verificou, visto que o vice-presidente do clube, Isaac Cassamo, não permite.

Segundo o documento da comissão, o vice-presidente ter-se-á recusado a assinar a correspondência que legitima as acções e intervenção da Comissão de Gestão do clube.

Dados em nosso poder dão conta que Isaac Cassamo não reconhece a legalidade da Comissão de Gestão do clube porque ela não foi eleita. Por isso, o vice-presidente defende que a sua direcção é que foi eleita, sendo assim ela é que deve orientar as actividades do clube.

“Perante os factos, à comissão de gestão nada mais resta senão colocar o lugar à disposição e renunciar de imediato ao mandato”,refere a nota da Comissão.

De referir que a assembleia que elegeu a Comissão de Gestão foi convocada pelo vice-presidente do clube, Isaac Cassamo. Leia mais…

Texto de Abibo Selemane
abibo.selemane@snoticicas.co.mz

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