Artes & Letras

Memórias de Muiénga expostas na Mediateca do BCI

A Mediateca do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) acolhe até o próximo dia 19 do corrente mês uma exposição intitulada “Entre Memórias, Nostalgias e Morfologias” do artista plástico Luís Muiéngua.

A exposição compreende 16 obras de artes plásticas feitas na base de cerâmica, resina sintética, material têxtil, madeira e tinta-da-china. As obras conduzem a uma profunda reflexão em torno dos assuntos sociais como a globalização, escravatura entre outros.

O principal objectivo da exposição é chamar atenção à necessidade da consciência humana, pois é preciso que todos vivam num ambiente de convergência com vista a alcançar-se desenvolvimento. Segundo o artista plástico, Luís Muiéngua, actualmente as pessoas estão preocupadas em fazer prevalecer o individualismo em detrimento do colectivismo, facto que para si é errado e deveria mudar para que o mundo fosse melhor.

 “Entre Memórias, Nostalgias e Morfologias” constitui uma plataforma desenvolvida para promover momentos que estimulem a compreensão dos contornos das conexões resultantes das marcas que o passado cria (memórias), através da identificação dos processos adjacentes à interacção dos actores e esse espaço temporal (morfologias), por via do retorno ao passado, muitas vezes longínquo, que a medida que vai sendo escavada percebem-se as marcas nele registadas, que os momentos revivem e, não poucas vezes, ficam com a roupagem renovada.

“Entre Memórias, Nostalgias e Morfologias” é igualmente o momento no qual o artista encontra-se na tentativa de descortinar vivências num espaço com características peculiares, como é a Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV) e que, acima de tudo, acaba tornando-se numa das principais responsáveis por este passado tão recente, cujo primeiro contacto deu-se há 20 anos e reflecte-se no momento, a realização da exposição.

Luís Muiéngua, nascido na Cidade de Maputo em 1980, iniciou a sua carreira artística no ano de 1996, ainda como estudante do curso de Cerâmica na Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), quando participou pela primeira vez numa exposição de artes plásticas denominada “descoberta”. Actualmente é licenciado em Ensino de Desenho e Educação Visual pela Universidade Pedagógica, e é professor na ENAV, desde 1999.

Tem participado com regularidade em exposições colectivas e workshops decorridos a nível nacional e em países como África do Sul, Portugal, suíça, Dinamarca e Itália, onde tem também suas obras representadas em instituições públicas e privadas.

Já recebeu vários prémios e distinções, no ano transacto recebeu na Bienal do Banco de Moçambique (BM) o primeiro prémio na modalidade de escultura, cerâmica, instalação e objecto. Em 1999 ganhou igualmente na Bienal Telecomunicações de Moçambique (TDM) o segundo prémio na modalidade de cerâmica, entre outros.

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