Início » Por que optar por uma guerra preemptiva contra o Irão?

Por que optar por uma guerra preemptiva contra o Irão?

Por Edson Muirazeque

Donald Trump, Presidente dos EUA, e Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel, relançaram, semana passada, uma guerra que iniciaram no ano passado contra o Irão. A guerra foi relançada numa altura em que decorriam negociações em torno do programa nuclear iraniano, com relatos de que se estava a chegar a alguma forma de entendimento entre as partes.

Pelos argumentos apresentados pelos dois líderes, os ataques contra o Irão podiam ser enquadrados na doutrina da guerra preemptiva ou preventiva. No entanto, se revisitarmos o significado destes dois conceitos, notamos que a narrativa usada para justificar o ataque não passa, por um lado, de uma desculpa de uma potência inconformada por ter perdido influência sobre o Irão e, por outro, de uma tentativa de afirmação de um Estado inserido numa região que percebe os seus vizinhos como seus inimigos.

Trump disse que o propósito da operação militar norte-americana contra o Irão – que o Departamento de Defesa designa de “Operação Fúria Épica” – é “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime” de Tel Aviv. Para além de acusar o Irão de patrocinar o terrorismo, Trump entende que o país “rejeitou todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”, daí a decisão pela opção militar. Netanyahu disse que os ataques ao Irão visam eliminar uma “ameaça existencial”.

O Primeiro-Ministro projecta que a “acção conjunta” de Israel e dos EUA “criará as condições para que o povo iraniano tome as rédeas do seu próprio destino”, ou seja, há uma clara vontade de violar a integridade de um Estado soberano forçando a mudança de regime. Leia mais…

Você pode também gostar de:

Propriedade da Sociedade do Notícias, SA

Direcção, Redacção e Oficinas Rua Joe Slovo, 55 • C. Postal 327

Capa da semana