Opresidente dos EUA, Donald Trump, admitiu, recentemente, ter ordenado que a Agência Central de Inteligência (CIA), o seu “braço desestabilizador” de Estados terceiros, efectivasse operações secretas na Venezuela. Trump sinalizou também que o seu governo está a aventar a hipótese de ordenar a realização de operações militares terrestres contra aquele país da América Latina, numa altura em que as tensões entre Washington e Caracas aumentam devido aos vários ataques mortais dos EUA contra barcos venezuelanos no Mar das Caraíbas. O discurso e as acções do inquilino da Casa Branca contrastam, entretanto, com a imagem que tentou, e ainda continua a tentar, projectar desde o início do seu segundo mandato presidencial: a de um “presidente da paz”. As acções contra a Venezuela, e outros actores no Médio Oriente, evidenciam não a postura de um “presidente da paz”, mas sim a de um presidente ávido em envolver-se em aventuras militares para projectar uma imagem de “grandeza”, para além de interesses “escondidos”.
A política externa dos EUA tem sido marcada, historicamente, por uma postura intervencionista e pela busca de manutenção da hegemonia global. Donald Trump, desde o seu primeiro mandato, procurou apresentar uma imagem diferente, assumindo-se como um presidente que iria retirar os EUA de “guerras intermináveis” no Oriente Médio e de concentrar os esforços governamentais nas políticas domésticas. O seu compromisso, tal como tem destacado, Leia mais…

