Sociedade

Reassentamento inicia em Abril do próximo ano

Texto de Abibo Selemane

O reassentamento de famílias afectadas pelo projecto de construção da ponte Maputo-KaTembe inicia no final do mês de Abril do próximo ano. O projecto prevê a transferência de um total de 1 030 famílias, das quais 804 que actualmente residem nos bairros da Malanga e Luís Cabral.

 

As famílias afectadas serão reassentadas nos bairros Inkassane e Chamissava, no distrito municipal de Ka Tembe, cidade de Maputo.

O bairro Chamissava está reservado para famílias que pretendem ser compensadas em dinheiro, conforme revelaram fontes da empresa Maputo-Sul.

As famílias que optarem por esta via (compensação em dinheiro) deverão construir as suas próprias casas sem a intervenção directa da Maputo-Sul que limitar-se-á a orientar no esboço técnico da habitação a erguer no local.

Enquanto isso, no bairro Inkassane serão erguidos prédios entre tipo-2 a tipo-4 para aquelas famílias que preferirem receber a compensação em espécie.

O projecto de reassentamento pretende melhorar as condições de vida das populações afectadas mediante oferta de habitações condignas, com cozinha, casa de banho, varandas, energia eléctrica, água potável, dentre outras.  

Estes dados foram revelados na manhã de ontem, sábado, pelas autoridades da Empresa de Desenvolvimento de Maputo Sul (Maputo-Sul) durante encontro público de auscultação aos residentes de alguns quarteirões do bairro da Malanga e Luís Cabral, no município de Maputo.

A reunião que juntou as duas partes, nomeadamente os afectados e os gestores do projecto, faz parte das estratégias de comunicação adoptadas com o objectivo de explicar às famílias abrangidas sobre os passos que serão dados até ao seu reassentamento.

Por outro lado, a iniciativa visa permitir que aquelas famílias não saiam prejudicadas no processo. Para o efeito, a Maputo-Sul garante que as condições que serão oferecidas serão iguais ou melhores às actuais, daí a decisão de não se erguerem casas de tipo-1 mesmo para famílias que vivem em habitáculos de uma única divisão, de tipo palhota.

Os presentes apelaram aos gestores do projecto para que sejam flexíveis e transparentes, pois aguardam por passos palpáveis desde 2012, altura em que o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango, anunciou o arranque das obras e consequente programa de reassentamento.

Entretanto, alguns participantes do encontro de ontem referiram que não estão de acordo com o plano de atribuição duma residência no prédio, alegadamente porque nem todos têm capacidade para fazer a sua manutenção.

Outros participantes afirmaram que preferem receber a compensação em dinheiro para procurarem se estabelecer noutros pontos da cidade e prosseguirem com a sua vida onde poderão construir nova residência.

Parte dos afectados pede ainda a abertura de postos de emprego nas proximidades dos novos bairros, uma vez que na sua maioria são indivíduos que trabalham em empresas privadas. Temem que depois de se mudarem para Ka Tembe possam atrasar no seu posto de trabalho.

Autoridades da empresa Maputo Sul, assim como o secretário do bairro, aconselharam as famílias para optarem em receber uma casa ao invés de dinheiro.

O Presidente do Conselho de Administração da Maputo-Sul, Paulo Fumane, deu exemplos de situações ocorridas recentemente em vários projectos de reassentamento nos quais algumas famílias se arrependeram e voltaram para trás para pedir a outra forma de compensação.

Para evitar este tipo de casos, a Maputo-Sul indicou que a partir de Outubro próximo destacará várias equipas de técnicos que trabalharão de casa em casa nos bairros abrangidos.

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