Sociedade

Polícia neutraliza quadrilha de roubo de viaturas

Texto de Abibo Selemane e Fotos de Carlos Uqueio

A Polícia da República de Moçambique (PRM), ao nível da província de Maputo, neutralizou há dias uma quadrilha que se dedicava ao roubo de viaturas tanto em Maputo, assim como na vizinha África do Sul. 

 Na altura da sua neutralização, os meliantes vinham da África do Sul, num camião com dois contentores de marca International que teriam roubado naquele país, com a cidade de Maputo como destino final. O motorista não trazia nenhuma documentação da viatura.

Os contentores estavam selados, mas segundo o condutor do camião, Raul Massingue, no seu interior continham quantidades enormes de feijão enlatado.

Raul Massingue de 40 anos de idades, morador no Município da Matola, conta que ele foi contratado para buscar o camião na África do Sul e levá-lo para cidade de Maputo e receberia 25 mil rands pela prestação de serviço.

Na África do Sul, o camião foi escoltado pela polícia local até à fronteira de Ressano Garcia. Aliás, Massingue disse à Imprensa que aceitou levar o carro da África do Sul para Moçambique sem nenhuma documentação porque os donos tinham-lhe garantido que seria escoltado para que pudesse chegar sã e salvo à fronteira de Ressano Garcia. Neste local, iria encontrar um guia que estaria a coordenar os movimentos com os seus patrões.

“Fiz o que me mandaram. De facto, quando atravessei a fronteira para Moçambique, encontrei o guia e continuamos com a viagem. Só que pouco tempo depois da nossa marcha, mandaram-nos parar com a polícia moçambicana”, disse.

Por sua vez, Hermínio Tinga, o guia do motorista, também residente no Município da Matola, disse que foi contratado pelos donos da mercadoria para coordenar os movimentos da viagem com eles. Em compensação receberia quatro mil meticais.

“As pessoas que me contrataram levaram-me da minha casa para Ressano Garcia. Quando chegamos lá, o camião não tinha atravessado a fronteira. Ficamos muito tempo à espera do camião. Mais tarde chegou e partimos. Os patrões seguiam numa outra viatura e durante o percurso íamos nos comunicando. No entanto, pouco tempo depois fomos mandados parar pela polícia. Liguei para eles a explicar sobre o sucedido. Estes continuaram com a viagem, até não lhes avistamos mais”, disse o guia.

OUTRAS ACÇÕES

Ainda no rol das intervenções policiais na província de Maputo, foi desmantelada, há dias, uma rede composta por três elementos que se dedicava a assaltos à mão armada na via pública e nas residências no bairro de Kongolote, Município da Matola.

A sua detenção foi graças a denúncias de populares que estavam cansados dos actos protagonizados por estes meliantes. Nas suas incursões, os mesmos andavam munidos de uma pistola-brinquedo, uma pistola-metralhadora e uma lanterna electrocutora. Os meliantes usavam a lanterna electrocutara para silenciar as suas vítimas.

No dia da sua detenção, os meliantes foram apanhados, para lém das armas, com 35 munições não usadas e 22 pontas de balas usadas.

Carlos Mathe, o chefe do grupo, disse que comprou o silenciador e o brinquedo na África do Sul. Enquanto as munições usadas apanhou-os no centro de treinamento da polícia sul-africana. “O silenciador usava na minha barraca para me defender e as balas punha nas bebidas alcoólicas”, disse Mathe.

Entretanto, o Porta-voz da Polícia da República de Moçambique, na província de Maputo, Emídio Mabunda, disse que a sua corporação está a trabalhar de forma a neutralizar outros integrantes de todas as redes criminais.

Em relação à quadrilha do camião apreendido fez saber que a sua corporação está a trabalhar com a sua congénere da África do Sul com vista a apurar os contornos do crime.“Já está aberto o processo e estamos a trabalhar com as comunidades para que tragam mais informações sobre estas quadrilhas. Neste momento, estamos em contacto com a polícia sul-africana para que nos dê mais subsídios a cerca da movimentação deste camião da África do Sul para aqui”, referiu.

Fotos de Carlos Uqueio

Texto de Abibo Selemane

habsulei@gmail.com

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