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“Lobolo” de terrenos afasta futuros moradores

Vários cidadãos dizem estar a enfrentar dificuldades para construir as suas casas ou desenvolver negócios nos distritos de Matutuíne e Boane, província de Maputo, porque os nativos exigem a realização de uma cerimónia tradicional, localmente designada taxa de consulta comunitária ou “lobolo” de terreno.

As parcelas foram delimitadas pelo Governo, no âmbito da iniciativa de desenvolvimento territorial, cujo objectivo é garantir que os bairros se desenvolvam de forma ordenada.

Com efeito, o processo de urbanização prevê espaços para casas, infra- -estruturas sociais (escolas, hospitais e outros) e outra reservada a actividades económicas.

As reclamações em relação à obrigatoriedade da realização da cerimónia de auscultação são antigas e vêm de diferentes pontos da província.

Conta-se que mesmo depois de terem pago as taxas para a regularização dos talhões ao governo distrital, as pessoas ficam impedidas de levantar paredes no espaço a si atribuído, antes da cerimónia tradicional, uma situação revoltante uma vez que alguns cidadãos não têm dinheiro para o efeito.

domingo partilha a lista dos produtos alimentares solicitados por uma das comunidades na província de Maputo para a realização de tal cerimónia: 10 quilogramas de arroz, uma caixa de frangos, um quilograma de tomate, um quilograma de cebola, sal, vinagre,10 pacotes de caldo em pó, um litro de óleo,10 litros de vinho, duas caixas de cerveja, duas embalagens de refresco, dois frangos vivo, uma garrafa de whisky Passport Scotch. Leia mais…

TEXTO DE ABIBO SELEMANE

abibo.selemane@snoticicas.co.mz

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