Sociedade

Funcionários da AIM queixam-se de baixos salários

Os funcionários da Agência de Informação de Moçambique (AIM) queixaram-se, sexta-feira última, em Maputo, ao Primeiro-ministro, Carlos Agostinho de Rosário, dos salários “magros” que vem auferindo.

Juntaram àquela reclamação a falta de segurança no trabalho, assistência médica medicamentosa, falta do pessoal no sector de transporte, entre outros problemas.

As queixas foram apresentadas ao Primeiro-Ministro durante a visita de trabalho que efectuou àquela instituição de comunicação social.

Felisberto Mavie, afecto ao sector de transporte há mais de vinte anos, disse que há pessoas que trabalham alguns meses e desistem por causa do pouco salário que auferem. A desistência acontece também por parte dos jornalistas, que, depois de formados naquela agência, abandonam para outros órgãos à procura de melhores condições salariais.

“Trabalho há muitos anos nesta empresa. Mas o salário nunca subiu e tenho filhos por cuidar. Tem sido muito difícil arcar com algumas despesas domésticas”.

Outro colega que secundou as palavras do Felisberto Mavie, foi Afonso Fabrico Macanhe, afecto na secção técnica. Disse que é funcionário da AIM há mais de 30 anos. Este queixou-se de falta de pagamento de horas extras, incluindo aos jornalistas. 

“Temos falta de pessoal formado na área informática, pelo facto, qualquer avaria que ocorre obriga-nos a solicitar técnicos de outras empresas para solucionar o problema”.

Perante as reclamações, o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho de Rosário, disse que aquela instituição de comunicação social precisa de se organizar e melhorar a gestão de assuntos internos.

“Por isso que a casa não está bem. Esses problemas só podem ser resolvidos internamente, não serão os Primeiros-ministros cessantes ou este que esta em activo que vai resolver”.

 

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