Sociedade

Falta quase tudo em Changalane

O povoado de Alto Enchiza, no Posto Administrativo de Changalane, distrito de Namaacha, província de Maputo, tem falta de (quase) tudo. As dificuldades vão desde as péssimas condições em que se encontram as vias de acesso, indisponibilidade de rede eléctrica até a falta de água potável.

Em Changalane encontramos moradores não sabem o que é beber água gelada, ver televisão ou acender uma lâmpada. Motivo: nunca tiveram energia eléctrica.

Numa ronda efectuada pela nossa Reportagem naquela zona, moradores relataram casos concretos de crianças que nascem e crescem sem comer pão por falta de uma padaria.

Custódio Tembe, um dos moradores, garantiu que há agentes económicos que já solicitaram espaço para construção de padarias, mas ainda não implementaram os projectos devido à falta de energia eléctrica.

Custódio Tembe, Chefe do Posto Administrativo de Changalane, está esperançado reverter a situação pelo facto de ter enviado uma carta à Electricidade de Moçambique (EDM) solicitando colocação de um Posto de Transformação de Energia (PT).

A par destas dificuldades destacam-se péssimas condições em que se encontra a estrada que dá acesso àquela região facto que obriga os residentes a caminhar longas distâncias devido à falta de transportes semi-colectivos de passageiros. O único transporte público de passageiros que circula termina em Massaca.

Questionado sobre este assunto, o Chefe do Posto Administrativo de Changalane disse que o Município de Boane está a desenvolver um trabalho faseado com vista ao melhoramento da estrada que dá acesso àquele bairro.

Desde o cruzamento de Goba e Michangulene até Changalane a estrada está asfaltada, mas o nosso objectivo é continuar até o cruzamento de Alto Enchiza para ver se conseguimos atrair os transportadores semi-colectivos de passageiros”, explicou.

No plano sanitários a população desdobra-se de dificuldade em dificuldade. A situação piorou quando se encerrou o centro de saúde local por ter sido construído numa zona baixa, propensa a inundações.

Actualmente, os doentes deslocam-se à um centro de saúde improvisado, onde são atendidos apenas por um por um agente polivalente de saúde.

Idnórcio Muchanga

aly.muchanga@gmail.com

 

 

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