Sociedade

Estradas reabilitadas voltam a ter buracos

As estradas recentemente reabilitadas, na cidade de Maputo, voltam a apresentar buracos, obrigando os utentes, especialmente os automobilistas, a fazer manobras arriscadas ao circularem por estas vias.

Como exemplo serve a Avenida Milagre Mabote, na cidade de Maputo, que há cerca de dois anos foi submetida a uma intervenção profunda (reabilitação da base e colocação de nova camada de asfalto, construção de valas de drenagem de águas e passeios em ambos lados).

Esta rodovia, com cerca de 3.5 quilómetros, foi reabilitada e reinaugurada em Novembro do ano 2011, num investimento de cerca de três milhões de dólares americanos financiado pelo Conselho Municipal da Cidade de Maputo e o Reino da Belga, cujas obras tiveram a duração de oito meses. A execução dos trabalhos esteve a cargo da construtora CETA – Obras de Engenharias.

O que ocorre actualmente é que, devido ao fraco trabalho de manutenção, os problemas estão de volta na Av. Milagre Mabote, e os utentes daquela via questionam para onde terá ido o dinheiro investido na obra.

Agastados com a situação, apontam o dedo à edilidade de Maputo, acusando-a de optar por reabilitações improvisadas de curto prazo. 

Segundo referem, parte destes buracos começou a verificar-se meses depois de a obra ter sido inaugurada pelo Presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango.   

O quadro mais grave vê-se na área onde a “Milagre Mabote” cruza com a Rua Castelo Branco, junto do supermercado Shoprite. Os condutores vêem-se obrigados a galgar um dos passeios, fugindo das aberturas enormes que ali existem.

Outro problema que se verifica é o afastamento do pavet no entroncamento entre a “Milagre Mabote” e a rua que atravessa a parte frontal do supermercado Shoprite, não obstante se tratar de material resistente e adequado para estradas daquele nível.

O troço aberto ao público entre a Praça do Destacamento Feminino até à Rua do Palmar, que dá acesso ao mercado do Peixe, começou a registar buracos, facto que levou o dono da obra, o Conselho Municipal, e o empreiteiro, a empresa Britalar, a solicitarem exames laboratoriais para apurar o que estaria por detrás da degradação precoce daquela via.

Outra rodovia que não fica atrás é a Avenida Marian Nguoabi, estando de igual modo a Guerra Popular. Todas em péssimas condições. As últimas chuvas vieram agravar ainda mais a situação.

A Avenida de Angola, uma das vias onde a edilidade, também, efectuou acções de tapamento de buracos no ano passado, depois de reagir a resposta à preocupação dos automobilistas, particularmente os operadores de transporte semi-colectivos, “chapeiros”, já apresenta buracos.

A nossa Reportagem tentou, sem sucesso, obter a reacção do director de infra-estruturas no Conselho Municipal, Vitorino Vidigal, sobre a matéria.

Idnórcio Muchanga

aly.muchanga@gmail.com

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